sábado, 8 de agosto de 2026

Decon interdita parque aquático e restaurante de hotel em Aquiraz por falhas sanitárias e de segurança

 

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) interditou, nesta sexta-feira (07/08), o parque aquático e o restaurante do Ytacaranha Park Hotel, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. A ação ocorreu após fiscalização que identificou mais de 30 irregularidades relacionadas à segurança, acessibilidade e condições sanitárias e documentação. 

Entre os problemas constatados na cozinha do restaurante, estavam presença de produtos impróprios para consumo e de trabalhadores sem equipamentos de proteção, falhas de higienização e armazenamento de alimentos e ausência de controle de pragas. Já no parque aquático, foram verificadas a falta de guarda-vidas certificados e de manutenção nos brinquedos e riscos físicos em locais com restos de obras, além de um toboágua isolado apenas por andaimes. 

O estabelecimento também não possuía alvará de funcionamento, licença sanitária, certificado do Corpo de Bombeiros, cadastro regular no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), Código de Defesa do Consumidor em local visível e livro de reclamações. 

Diante das irregularidades, o Decon determinou a inutilização dos produtos impróprios e a interdição das áreas do parque aquático, restaurante e cozinha, que só poderão voltar a funcionar após regularização e autorização do órgão. A empresa foi autuada e terá prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa. 

Operação Férias  

A ação faz parte da Operação Férias, que intensifica as fiscalizações em estabelecimentos de lazer e turismo durante o período de maior circulação de consumidores.  

Consumidores que identificarem irregularidades ou tiverem seus direitos desrespeitados podem formalizar denúncias e reclamações junto ao órgão. 

Canais de atendimento do Decon/CE: 
E-mail: decon.fisc@mpce.mp.br 
Telefone: (85) 3106-5164 
WhatsApp: (85) 98685-6748

TJCE participa de debates sobre inteligência artificial nas eleições e violência política de gênero em evento do TRE-CE

 

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) participou, nesta sexta-feira (07/08), da programação do XIII Ciclo de Debates promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), por meio da Escola Judiciária Eleitoral Cearense (EJEC). O evento ocorreu na sede da Justiça Eleitoral e reuniu integrantes do sistema de Justiça, pesquisadoras(es) e especialistas para discutir temas relacionados aos desafios contemporâneos do processo eleitoral e às perspectivas para as Eleições 2026.

Durante a solenidade de abertura, a desembargadora Joriza Magalhães Pinheiro, representando a Presidência do TJCE, destacou a importância da Justiça Eleitoral para o fortalecimento da democracia e recordou sua atuação no TRE-CE.

“Quem está aqui ou quem passa por esta Casa cria um vínculo muito forte, que é o amor à Justiça Eleitoral. É realmente um sentimento que permanece em você para sempre, e esse compromisso está diretamente relacionado à missão de garantir a equidade no processo eleitoral, a igualdade e o nosso Estado Democrático de Direito”, afirmou a desembargadora, que é a atual diretora da Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec) e ex-diretora da Escola Judiciária Eleitoral Cearense (EJEC).

Em seguida, foi realizada a mesa “Democracia Algorítmica: o impacto da inteligência artificial nas Eleições 2026”, presidida pelo juiz Auxiliar da Presidência do TJCE, Marcelo Roseno. Ao abrir as discussões da mesa, o magistrado ressaltou que a discussão sobre inteligência artificial está entre os temas mais desafiadores para a democracia e para a Justiça Eleitoral na atualidade.

“Tenho certeza de que, como já vem sendo feito ao longo da história da Justiça Eleitoral brasileira, teremos um ciclo eleitoral muito bem-sucedido, com organismos eleitorais comprometidos em garantir eleições verdadeiramente livres e democráticas. E vamos, sem dúvida alguma, tratar neste painel de um dos maiores desafios da atualidade”, disse.

A atividade teve como palestrante o juiz federal George Marmelstein e contou ainda com as participações do juiz auxiliar da Presidência do TRE-CE, Alisson Simeão, e da professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Cavalcanti. Na ocasião, as(os) participantes abordaram os impactos das novas tecnologias no ambiente democrático, discutindo questões relacionadas ao uso de algoritmos, à circulação de informações nas plataformas digitais e aos desafios impostos pela inteligência artificial para a integridade e a transparência dos processos eleitorais.

“A reflexão que faço é que tivemos uma mudança do ‘ethos’ da eleição, do padrão tradicional para esse padrão das redes, da utilização da IA, que realmente é o grande desafio que nós temos hoje, de como garantir a saúde da nossa democracia, o equilíbrio do pleito, a igualdade de chance entre os candidatos diante do manuseio de todos esses instrumentos e evitando a desinformação e a disseminação das notícias falsas”, complementou o magistrado.


VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Durante a tarde, a programação do XIII Ciclo de Debates seguiu com a Mesa “Criminalidade Organizada e Processo Eleitoral: Desafios Contemporâneos à Integridade Democrática”, com o desembargador eleitoral Antônio Edilberto Oliveira Lima, o promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará, Igor Pereira Pinheiro e o advogado Fernandes Neto. A mesa foi presidida pela presidente do TRE, desembargadora Maria Iraneide Moura Silva.

Em seguida, o Painel Temático “Violência Política de Gênero: Desafios e Perspectivas para as Eleições 2026” encerrou a programação. Participaram do momento como painelistas a procuradora da República Nathalia Mariel, a servidora da Justiça Eleitoral Roberta Laena e a ouvidora da mulher do TRE, juíza Valéria Carneiro dos Santos. O painel foi mediado pela desembargadora do TJCE, Joriza Magalhães Pinheiro.

O diálogo trouxe questões relacionadas à participação da mulher na política, abordando a as fraudes em cotas de gênero por meio de candidaturas irreais e também invisibilização da violência política de gênero, temáticas de pesquisas desenvolvidas pelas painelistas. Durante o painel, também foi apresentado o trabalho desempenhado pela Ouvidoria da Mulher do TRE/CE.

Após as exposições, a plateia enviou perguntas sobre o tema, rendendo discussões sobre a legislação vigente e o crime de violência política de gênero, assédio eleitoral e a necessidade da correta responsabilização em casos de fraudes à cota de gênero.


tjce