quarta-feira, 22 de abril de 2026

Adriana Pedrosa toma posse como vereadora em Fortaleza

 



Adriana Pedrosa, de 58 anos e natural de Ipu, será empossada vereadora na Câmara Municipal de Fortaleza nesta quarta-feira (22).

Substituição:
Ela assume a vaga do vereador Dr. Vicente (PT), que se afasta temporariamente. O parlamentar já estava no exercício do mandato no lugar de Júlio Brizzi (PT), atualmente secretário na gestão do prefeito Evandro Leitão (PT).

Trajetória:
Adriana é a sexta suplente da legislatura e a segunda do PT a assumir cadeira no período. Ela também é mãe do deputado estadual Bruno Pedrosa (PT).

Articulação política:
A chegada ocorre em meio a movimentações políticas na Casa, com recomposição de bancadas após mudanças partidárias e ajustes ligados ao cenário eleitoral de 2026.

Nova configuração:

  • Partido Liberal (PL): maior bancada, com 7 vereadores
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 6 cadeiras
  • Republicanos: 5 cadeiras

Ceará vai ganhar novo resort no Litoral Leste com investimento de R$ 300 milhões

 

Nesta quinta-feira (23), o Governo do Ceará recebe a empresa Club Med para o anúncio, no Palácio da Abolição, de um investimento de R$ 300 milhões para a implantação de um novo resort no litoral cearense. O empreendimento será instalado na Praia do Uruaú, em Beberibe, fortalecendo o estado como destino estratégico para grandes projetos turísticos internacionais.

O governador Elmano de Freitas participará do anúncio ao lado do secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, do diretor financeiro do Club Med para a América do Sul, Thomas Bally, e outras autoridades.

O projeto prevê 310 acomodações e a expectativa é gerar até 600 empregos diretos, além de outros 1.500 postos de trabalho indiretos, impulsionando a economia regional e ampliando oportunidades para a população local.

*Serviço:*

_Anúncio do resort Club Med no Litoral Leste do Ceará_

Data: 23 de abril (quinta-feira)

Hora: 10h

Local: Palácio da Abolição - Rua Silva Paulet, 400, Meireles, Fortaleza-CE

terça-feira, 21 de abril de 2026

Identidade e permanência: histórias do povo Jenipapo-Kanindé

 

Em 9 de abril, data em que o povo Jenipapo-Kanindé celebra, desde 1999, a Festa do Marco-Vivo, a aldeia cedo estava em movimento. O cheiro da comida no fogo, os cantos tradicionais e o som das crianças correndo anunciavam que ali se festejava algo que vai além da memória: a permanência.

Ao acompanhar um pouco da rotina na aldeia, é perceptível que ali a identidade não se resume ao papel, mas se manifesta na fala, nos rituais, na memória compartilhada e na relação íntima com o território.

Entre os cantos e a preservação da lagoa sagrada, eles provam que o registro de sua história não está apenas nos documentos oficiais, mas na manutenção viva de sua cultura e território.

Às margens da Lagoa Encantada, em Aquiraz, o povo Jenipapo-Kanindé transforma o cotidiano em um manifesto de resistência, onde a ancestralidade não é apenas lembrada, mas vivida em cada ritual e na proteção de seu território sagrado.

Na Terra Indígena dos Jenipapo-Kanindé vivem cerca de 130 famílias, totalizando aproximadamente 500 pessoas, que mantêm vivos rituais como o Toré e a própria Festa do Marco-Vivo — expressões de uma identidade que atravessa gerações.

Essa força cultural sustenta conquistas históricas que vão da demarcação de suas terras ao reconhecimento mais recente no campo documental.

QUANDO O NOME CHEGA AO REGISTRO

A comunidade Jenipapo-Kanindé foi a primeira etnia beneficiada pelo programa “Povos do Siará”, iniciativa da Defensoria Pública em parceria com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, criada para promover cidadania plena às populações indígenas do Estado.

A entrega de certidões de nascimento retificadas, como parte da segunda edição do Programa Registre-se!, marcou um capítulo histórico para dezenas de pessoas da comunidade indígena, que passaram a ter a etnia “Jenipapo-Kanindé” incorporada ao nome civil.

De acordo com a Corregedoria, a ação em 2024 contemplou 40 pessoas que passaram a ter a averbação da etnia em seu registro de nascimento.

A retificação possibilita que outros documentos sejam corrigidos junto aos cartórios, garantindo que o pertencimento indígena não se perca no caminho burocrático entre o registro civil e o acesso a políticas públicas.

Ao verem seus nomes finalmente acompanhados pelo sobrenome da etnia, homens, mulheres e crianças rompem com décadas de invisibilidade oficial, celebrando o direito de existir legalmente com o orgulho de quem nunca deixou de pertencer ao seu território.

“Eu já tinha meu RG mas era o antigo, não era meu nome verdadeiro. Com esse avanço que teve de colocar na nossa certidão e no nosso RG o nosso nome mesmo, pra mim é só alegria e satisfação”, resume Maria da Conceição, de 51 anos, ao mostrar o nome completo com a etnia Jenipapo-Kanindé incorporada à Carteira de Identidade Nacional.

“A GENTE SEMPRE EXISTIU”

A Resolução Conjunta nº 12, de 13 de dezembro de 2024, trouxe avanços importantes nesse processo ao atualizar as normas que regem o registro civil indígena no Brasil. O texto reconhece de forma explícita a plena capacidade civil das pessoas indígenas e assegura que a identidade étnica possa constar nos documentos oficiais, caso seja essa a vontade do registrando. A etnia, o povo, o clã ou a família indígena podem ser incorporados ao nome como sobrenome, assim como a aldeia ou o território de origem pode aparecer como referência de naturalidade.

O normativo facilita ainda a retificação de registros já existentes e permite que pessoas adultas solicitem diretamente a inclusão da etnia no nome civil, sem a necessidade de processos judiciais. O cartório passa a ser agente de garantia de direitos, podendo ouvir lideranças, instituições comunitárias e órgãos que acompanham a vida nos territórios indígenas sempre que houver dúvidas.

Por décadas, a identidade Jenipapo-Kanindé sobreviveu sustentada pela oralidade, pelos rituais e pela memória coletiva. Fora da aldeia, no entanto, essa identidade era constantemente questionada por não constar em documentos oficiais.

A ausência do nome indígena no registro civil transformava a ida a uma escola, a um posto de saúde ou a um órgão público em mais um espaço de desconfiança — uma barreira silenciosa que atravessava o cotidiano da comunidade.

O reconhecimento no papel, portanto, não inaugura essa identidade, mas rompe com um histórico de negação institucional.

O RECONHECIMENTO COMO POLÍTICA PÚBLICA

A corregedora-geral, desembargadora Marlúcia de Araújo Bezerra, destaca que a iniciativa reforça o compromisso institucional com uma pauta que ultrapassa o campo jurídico. “A pauta indígena transcende o campo estritamente jurídico, alcançando dimensões sociais e históricas fundamentais. Trata-se de promover a inclusão de todos aqueles que participaram e participam da formação plural da sociedade brasileira. Assegurar aos povos indígenas o direito ao nome é garantir-lhes identidade perante o Estado e plena cidadania no âmbito social”, afirma.

Além do TJCE e da Defensoria, a ação conta com a parceria de cartórios e da Secretaria dos Povos Indígenas (Sepince). A titular da pasta, Juliana Alves, conhecida como Cacika Irê, também é Jenipapo-Kanindé e foi a primeira pessoa beneficiada pela iniciativa.

“Essa conquista fortalece o pertencimento, especialmente para as novas gerações, que crescem vendo sua identidade respeitada desde o nascimento. Também contribui para a formulação de políticas públicas mais justas e específicas”, destaca.

CRESCER COM O NOME COMPLETO

Para quem teve a certidão corrigida ainda na infância, a mudança é ainda mais profunda.

A mãe e artesã Naiara Alves, de 33 anos, explica as diferenças trazidas pelo reconhecimento oficial da etnia nos documentos. “A gente ficou mais reconhecido. O meu nome hoje é Karla Naiara Alves Jenipapo-Kanindé, assim como o da minha filha, que já veio pegando o nome da nossa etnia”, afirma.

Ao comparar gerações, Naiara destaca como a trajetória da filha já se constrói em outro cenário. “Hoje é totalmente diferente. Tudo era mais difícil. Ela não passa nem pela metade do que eu passei. Hoje as oportunidades são muito maiores”, relata.

A presença do nome indígena nos documentos reforça, desde cedo, o sentimento de pertencimento e autoestima entre as crianças da aldeia. O nome completo passa a carregar história, memória e continuidade, funcionando como uma ponte entre os ensinamentos dos mais velhos e o futuro.

É o caso de Kaila Alves, de 12 anos. “Eu, ainda pequena como sou, falo tudo que falo porque a minha mãe me ensinou, a minha avó me ensinou. E eu sou muito orgulhosa disso”, afirma.

Para as crianças e suas famílias, o reconhecimento evita situações de constrangimento que marcaram gerações anteriores, permitindo que cresçam com mais segurança sobre quem são e de onde vêm.

ACOMPANHE A SÉRIE

Na próxima reportagem, a série aprofunda o papel das lideranças indígenas na luta por reconhecimento e direitos. A trajetória da Cacique Pequena revela como a resistência histórica do povo Jenipapo-Kanindé ajudou a transformar invisibilidade em conquistas concretas, da demarcação do território ao acesso a políticas públicas.


tjce

Prefeito Naumi Amorim envia plano de trabalho para formação de novos guardas municipais a Governo Federal

 

O prefeito de Caucaia Naumi Amorim autorizou o envio do plano de trabalho para formação de aprovados no concurso da Guarda Municipal ao Governo Federal. A etapa é essencial para viabilizar o curso de formação dos aprovados e a qualificação dos agentes em atividade. 


O anúncio foi feito pelo prefeito em suas redes sociais nesta terça-feira (14/04), dia em que se celebra o aniversário de 34 anos da Guarda Municipal de Caucaia.


Com a homologação do resultado já concluída, o Município dá sequência às ações necessárias para garantir a formação dos futuros guardas. A partir de agora, o plano de trabalho será analisado pelo Governo Federal, que ficará responsável pela aprovação e pelo encaminhamento dos recursos necessários para a realização do curso.


De acordo com o prefeito, o processo está sendo conduzido com responsabilidade e compromisso, assegurando que todas as etapas sejam cumpridas de forma adequada. O prefeito afirmou ainda a gestão municipal seguirá acompanhando de perto cada fase até a efetivação da formação dos aprovados, em busca de fortalecer a segurança pública no município.

Corpo de homem arrastado em canal em Fortaleza é encontrado em Caucaia

 

Um homem que havia desaparecido, após ser arrastado pela correnteza durante um alagamento em Fortaleza, foi encontrado morto nesta segunda-feira (20). O caso aconteceu no bairro Granja Lisboa, após fortes chuvas atingirem a cidade no fim de semana.

No dia do ocorrido, a capital registrou 123 mm de chuva — uma das maiores do ano — causando diversos pontos de alagamento. A vítima tentou atravessar a Rua Humberto Lomeu, mas foi levada pela força da água para dentro de um canal.

As buscas começaram no sábado (18) e foram realizadas de forma contínua pelo Corpo de Bombeiros, com operações na superfície e submersas.

CORPO ENCONTRADO NA REGIÃO METROPOLITANA

O corpo foi localizado por mergulhadores a cerca de 4 km do ponto onde o homem desapareceu, já no município de Caucaia.

Após a localização, foram iniciados os procedimentos legais. Os bombeiros também reforçaram a importância de acionar o número 193 em situações de emergência e alertaram para os riscos de áreas alagadas.

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PMCE apreende espingarda e droga em Caucaia

 

Uma equipe da Força Tática da 2ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar do Ceará (PMCE) apreendeu uma espingarda calibre 12, duas munições intactas do mesmo calibre e 26 gramas de maconha, na tarde desse domingo (19), na rua José de Freitas, no bairro Camurupim, em Caucaia.

A ação foi realizada com base em informações repassadas pelo serviço de inteligência da unidade, que indicavam a possível comercialização de drogas na região. Ao chegarem ao local, os policiais visualizaram indivíduos que fugiram em direção a uma área de matagal. Em seguida, foi realizada uma varredura nas proximidades, onde o material ilícito foi localizado e apreendido. Nenhum suspeito foi capturado.

Diante dos fatos, o material foi apresentado na Delegacia Metropolitana de Caucaia, onde foi registrado o procedimento cabível.

domingo, 19 de abril de 2026

Nova maternidade de Caucaia terá investimento de R$ 50 milhões e ampliará atendimento materno-infantil

 

A Prefeitura de Caucaia, em parceria com o Governo do Estado e o Governo Federal, realiza neste sábado (18), a partir das 14h30, a solenidade de assinatura da ordem de serviço para a construção de uma nova maternidade no município. A unidade será implantada no bairro Pabussu, com investimento de R$ 50 milhões, e o anúncio será oficializado pelo prefeito Naumi Amorim, pelo governador Elmano de Freitas e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


A obra integra o Novo PAC Saúde e representa um avanço na infraestrutura da rede pública, com foco na ampliação da capacidade de atendimento materno-infantil em Caucaia. A iniciativa reforça a parceria entre os entes federativos e o compromisso com a melhoria dos serviços de saúde na região.


O ato simbólico autoriza o início das obras e marca um novo momento para o fortalecimento da assistência à saúde no município, beneficiando diretamente gestantes, mães e recém-nascidos.


Serviço

Assinatura da Ordem de Serviço da Nova Maternidade de Caucaia

Data: 18 de abril (sábado)

Horário: a partir das 14h30

Local: Hospital Municipal de Caucaia Abelardo Gadelha da Rocha

Endereço: Rua Paulo Gomes da Silva, s/n – Parque Soledade, Caucaia-CE

Mulher é presa por tráfico de drogas durante ação do motopatrulhamento em Caucaia

 

A Polícia Militar do Ceará (PMCE), por meio do motopatrulhamento do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), prendeu uma suspeita por tráfico de drogas na manhã dessa quarta-feira (15), no bairro São Gerardo, em Caucaia.

A ação ocorreu por volta das 11h10, durante patrulhamento de rotina, quando a equipe policial avistou uma mulher saindo de uma residência e apresentando comportamento suspeito ao perceber a presença da composição. Diante da atitude, foi realizada a abordagem.

Durante a verificação, os policiais constataram inconsistências nas informações repassadas pela suspeita, o que motivou uma averiguação no imóvel de onde ela havia saído. No interior da residência, foram encontrados entorpecentes já fracionados e prontos para comercialização, além de materiais utilizados para o tráfico.

Ao todo, foram apreendidos 18 trouxinhas de maconha e uma porção maior da substância, totalizando 32 gramas, 10 gramas de crack, além de dinheiro em espécie, um aparelho celular, sacos plásticos utilizados para embalo de drogas e outros objetos.

Diante dos fatos, a suspeita recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia Metropolitana de Caucaia, onde foi autuada por tráfico de drogas.

Assessoria de Comunicação da PMCE