segunda-feira, 23 de março de 2026

Polícia segue investigando desaparecimento de motorista de app em Caucaia

 

A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) informou, em nota divulgada nesta segunda-feira, 23, que ainda investiga as circunstâncias do desaparecimento do motorista de aplicativo Antônio Josué do Nascimento Oliveira, de 24 anos. Ele foi visto pela última vez no bairro Araturi, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, no dia 14 de março deste ano.

No último sábado, 21, após partes de um corpo humano serem encontradas na Praia da avenida Leste-Oeste, em Fortaleza, chegou-se a especular que essa vítima poderia ser Antônio Josué, mas não há confirmação oficial.

Nesta segunda-feira, 23, um outro corpo foi encontrado em um terreno baldio no bairro Conjunto Metropolitano, em Caucaia, mas também não foi atestado que se trate de Antônio Josué.

Três pessoas foram presas pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Caucaia em razão do sumiço de Antônio Josué. Os suspeitos são dois homens, de 23 e 18 anos, e uma mulher, de 24 anos. O POVO apurou que dois deles são J. P. C. P e R. D. M. S.


“Eles foram autuados por extorsão mediante sequestro e por integrar organização criminosa. As diligências seguem em andamento para localizar a vítima, que tem antecedentes por tráfico de drogas, e identificar demais suspeitos”, informou a Polícia Civil.

Um vídeo que mostra Antônio sendo rendido foi gravado por criminosos e enviado à família da vítima. Ele teria sido capturado pelos criminosos nas proximidades do condomínio José Lino da Silveira, localizado na Avenida São Vicente de Paula, no bairro Araturi (Jurema).

Nas imagens gravadas, os homens exigiram o pagamento de R$ 500 para que Antônio fosse libertado. Embora a família tenha enviado a quantia, ele ainda não foi encontrado, segundo consta em Auto de Prisão em Flagrante (APF).

O APF relata que a região onde Antônio Josué desapareceu tem registro de atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Já o motorista mora no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, onde age o Comando Vermelho (CV), rival do PCC.

Conforme as informações do APF, Antônio Josué teria aceitado uma corrida por aplicativo com destino ao Araturi por volta das 23 horas do dia 14 de março.

No dia 17 de março deste ano, os policiais civis localizaram a beneficiária do Pix, identificada como Raquel Dárphine Monteiro da Silva, de 24 anos, para quem a família de Antônio fez a transferência.

Suspeitos negaram saber paradeiro do motorista

Em depoimento à Polícia, Raquel disse que não sabia do paradeiro de Antônio Josué e que apenas emprestou a chave Pix para o seu companheiro, J. P. C. P, de 23 anos, que foi preso na terça-feira, 17.

Na ocasião, R D. também admitiu à Polícia que sabia que o dinheiro transferido era proveniente de um “corre errado”.

João falou em depoimento que não sabia que o Pix que havia recebido era referente a um sequestro, mas confirmou que a quantia seria revertida a integrantes do PCC.


Ele também disse que era “simpatizante” da facção e já havia feito “corres de droga” para o grupo antes. O nome do terceiro suspeito preso e sua suposta participação nos crimes não foram divulgados.


fonte: O POVO

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