segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Caucaia: Governo inicia maior reestruturação da história da Polícia Militar
O governador Cid Gomes enviou para a Assembleia Legislativa do Ceará,
nesta segunda-feira (20), projeto de lei que trata da maior
reestruturação da história da Polícia Militar do Ceará (PMCE). “A nova
Lei de Organização Básica da Polícia Militar do Ceará (LOB/PMCE)
inaugura um novo tempo e prepara a instituição para, no mínimo, os
próximos 30 anos. Trata-se da maior reforma administrativa já vivida
pela instituição”, resume o comandante da PM, Cel. Werisleik Pontes
Matias. “Todos os que fazemos a Polícia Militar temos essa dívida de
gratidão com o governador Cid Gomes e com o secretário da Segurança
Pública, Francisco Bezerra, que foi o maior defensor da LOB/PMCE”,
completa o comandante.
De acordo com o secretário Bezerra, a criação de novos comandos,
novos batalhões e novas Companhias, a LOB/PMCE proporcionará, dentre
outros avanços, a redução de áreas geográficas de comando. “Com uma área
menos extensa, cada comandante terá como cuidar das suas missões de
forma mais incisiva, mais detalhada”, explica. Um desses exemplos é o
CPC (Comando de Policiamento da Capital), que passará a cuidar do
Policiamento Ostensivo Geral de Fortaleza, sem a Região Metropolitana. A
nova Lei cria o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e Comando
de Policiamento Especializado (CPE). Com isso, só a Capital e a Região
Metropolitana passam de dois Batalhões e 11 Companhias para cinco
Batalhões e 20 Companhias. “O ganho é inestimável. Teremos áreas
geográficas menores para patrulhar, com distribuição de efetivos mais
específica e oficiais mais bem distribuídos”, compara o comandante da
PM. “Esta providência insere, definitivamente e com louvor, os nomes do
governador Cid Gomes e do secretário Francisco Bezerra na história da
Polícia Militar do Ceará”, avalia o Cel. Werisleik.
O CPM contará com quatro novos Batalhões: 12°, em Caucaia; 14°, em
Maracanaú; 15°, em Eusébio; e o Batalhão de Guardas (que atuará no
patrulhamento dos presídios situados na área da Região Metropolitana de
Fortaleza. “Repare que, na Região Metropolitana, passamos de apenas duas
Companhias para quatro Batalhões e 14 Companhias. Não dá para comparar.
É um avanço incomensurável”, reitera o comandante da PM.
Interior
O Comando de Policiamento do Interior – que antes da nova LOB/PMCE
cuidava de tudo que não fosse Fortaleza e área Metropolitana, será
dividido em dois: CPI Sul e o CPI Norte. O CPI Norte terá quatro
Batalhões: 3°, em Sobral; 4°, em Canindé; 7°, em Crateús; e, 11°, em
Itapipoca. Já o CPI Sul terá cinco Batalhões, sendo o 1° em Russas; 2°,
em Juazeiro Norte; 9°, em Quixadá; 10°, em Iguatu; 13°, em Tauá.
Além disso, com os CPIs Norte e Sul, o Interior do Estado ganha 18
novas Companhias. “Isso significa que, municípios importantes e que
antes eram contemplados com apenas um simples destacamento de Polícia,
passarão, no futuro, a contar com uma Companhia, com mais efetivo e
oficiais no comando. Com essas medidas, o governador Cid Gomes dá à
Polícia Militar do Ceará condições e estrutura administrativas modernas
para, no mínimo, três décadas vindouras”, destaca o secretário de
segurança, Francisco Bezerra. Receberão novos Companhias da PM no CPI
Sul: Aracati, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Icó, Várzea Alegre,
Mombaça, Senador Pompeu e Parambu.
Já no CPI Norte, recebem novas Companhias da PM os municípios de
Redenção, Guaramiranga, Pentecoste, Boa Viagem, Santa Quitéria, Nova
Russas, Massapê, Paracuru e Acaraú. “Só no interior, ganhamos quatro
novos Batalhões e 18 Companhias. Nunca se viu isso no Estado do Ceará.
Em tempo algum”, ressalta o Cel. Werisleik.
Policiamento no Interior
O Comando de Policiamento Especializado (CPE), também criado no
âmbito da nova LOB/PMCE, terá sob sua batuta todas as forças especiais
da PM: Batalhão de Choque (com cinco Companhias); Batalhão Raio
(BPRaio); Batalhão de Policiamento Ambiental (antiga Companhia de
Policiamento Ambiental); Cavalaria (que passa de um Regimento para
quatro Esquadrões); Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) – que
passa a contar com quatro Companhias: Fortaleza, Gijoca de Jericoacoara,
Trairi e Fortim; Batalhão de Policiamento Patrimonial (que cuida da
segurança de prédios públicos); e Batalhão de Eventos (antiga Companhia
de Eventos).
20.08.2012
Assessoria de Imprensa da SSPDS
Henrique Silvestre (
ascom@sspds.ce.gov.br / 85 3101.6517 - 3101.6518)
Caucaia: Trens da Linha Oeste recebem limpeza
Com a preocupação de evitar riscos para a segurança do tráfego de
trens, o Metrô de Fortaleza está realizando uma operação de limpeza ao
longo da linha Oeste, a qual liga Fortaleza a Caucaia. O acúmulo de lixo
nessa faixa é ocasionado pelo despejo de dejetos a céu aberto e
inadequadamente no local.
De acordo com o gerente de Sistemas Fixos e Via Permanente, Paulo
Cunha, a intenção é que o trabalho aconteça com uma constância
permanente. “Estamos tentando fazer de quatro em quatro meses, ou seja,
três vezes por ano”, afirma. Contudo, é importante salientar que a ação
tem caráter paliativo e emergencial, sendo necessário que a população
colabore para que a faixa de domínio da via não se torne também um
celeiro de doenças como a dengue, por exemplo.
Até agora, a limpeza foi realizada entre a estação Padre Andrade e a
Avenida Coronel Carvalho, o que perfaz um percurso de aproximadamente
1.000 metros; e, no momento, os esforços têm se concentrado entre a
estação Álvaro Weyne e o Posto 05, localizado antes da Marinha. Segundo
Cunha, estes são os pontos mais críticos. Nessa primeira etapa,
contou-se com a parceria das Regionais I e III da Prefeitura Municipal
de Fortaleza que fornecem as caçambas para o recolhimento dos rejeitos.
Em breve, será realizada a retirada de lixo com apoio da Prefeitura de
Caucaia nas estações São Miguel e Jurema, locais também preocupantes
para o gerente.
Todo o lixo recolhido é direcionado para Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia (Asmoc).
20.08.2012
Assessoria de Imprensa do Metrô de Fortaleza
Luanna Patrícia (85 3101.7115 - 8563.3186)
119 vagas no Sine/IDT de Caucaia
Os interessados nas oportunidades devem dirigir-se à Unidade do Sine/IDT mais próxima de sua residência.
Para pesquisar mais ofertas, o trabalhador pode acessar o site do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Portal Mais Emprego (www.maisemprego.mte.gov.br). Nele, o trabalhador pode fazer consultas, além de também se inscrever para as vagas.
Açougueiro 1 vaga
Ajudante de cozinha 3 vagas
Ajudante de padeiro 1 vaga
Ajudante de serralheiro 2 vagas
Analista de crédito 1 vaga
Analista de recursos humanos 1 vaga
Assistente administrativo 2 vagas
Assistente de logística de transporte 1 vaga
Assistente de vendas 10 vagas
Atendente de balcão 2 vagas
Auxiliar de almoxarifado 1 vaga
Auxiliar de cozinha 4 vagas
Auxiliar de escritório 1 vaga
Caseiro 1 vaga
Chapista de lanchonete 2 vagas
Churrasqueiro 1 vaga
Cobrador externo 1 vaga
Costureira de máquina overloque 2 vagas
Costureira de máquina reta 2 vagas
Costureira industrial 1 vaga
Cozinheiro de restaurante 1 vaga
Cozinheiro em geral 3 vagas
Empregada doméstica 1 vaga
Garçom 1 vaga
Gerente comercial 1 vaga
Instalador de som e acessórios de veículos 1 vaga
Lavador de roupas 1 vaga
Magarefe 1 vaga
Masseiro 10 vagas
Mecânico geral 1 vaga
Montador 1 vaga
Motoboy 2 vagas
Motorista 1 vaga
Motorista de caminhão 1 vaga
Operador de betoneira 1 vaga
Operador de caixa 2 vagas
Operador de caldeira 1 vaga
Operador de máquina de biscoitos 10 vagas
Operador de máquinas de macarrão 1 vaga
Operador de retroescavadeira 1 vaga
Padeiro 1 vaga
Pilotista 1 vaga
Pintor de automóveis 1 vaga
Porteiro 2 vagas
Recreador 1 vaga
Revisor de tecidos acabados 1 vaga
Salsicheiro – linha de produção 2 vagas
Serralheiro 2 vagas
Serralheiro industrial 3 vagas
Vendedor de serviços 1 vaga
Vendedor porta a porta 12 vagas
Vendedor pracista 10 vagas
Vendedor de consórcio 3 vagas
Ajudante de cozinha 3 vagas
Ajudante de padeiro 1 vaga
Ajudante de serralheiro 2 vagas
Analista de crédito 1 vaga
Analista de recursos humanos 1 vaga
Assistente administrativo 2 vagas
Assistente de logística de transporte 1 vaga
Assistente de vendas 10 vagas
Atendente de balcão 2 vagas
Auxiliar de almoxarifado 1 vaga
Auxiliar de cozinha 4 vagas
Auxiliar de escritório 1 vaga
Caseiro 1 vaga
Chapista de lanchonete 2 vagas
Churrasqueiro 1 vaga
Cobrador externo 1 vaga
Costureira de máquina overloque 2 vagas
Costureira de máquina reta 2 vagas
Costureira industrial 1 vaga
Cozinheiro de restaurante 1 vaga
Cozinheiro em geral 3 vagas
Empregada doméstica 1 vaga
Garçom 1 vaga
Gerente comercial 1 vaga
Instalador de som e acessórios de veículos 1 vaga
Lavador de roupas 1 vaga
Magarefe 1 vaga
Masseiro 10 vagas
Mecânico geral 1 vaga
Montador 1 vaga
Motoboy 2 vagas
Motorista 1 vaga
Motorista de caminhão 1 vaga
Operador de betoneira 1 vaga
Operador de caixa 2 vagas
Operador de caldeira 1 vaga
Operador de máquina de biscoitos 10 vagas
Operador de máquinas de macarrão 1 vaga
Operador de retroescavadeira 1 vaga
Padeiro 1 vaga
Pilotista 1 vaga
Pintor de automóveis 1 vaga
Porteiro 2 vagas
Recreador 1 vaga
Revisor de tecidos acabados 1 vaga
Salsicheiro – linha de produção 2 vagas
Serralheiro 2 vagas
Serralheiro industrial 3 vagas
Vendedor de serviços 1 vaga
Vendedor porta a porta 12 vagas
Vendedor pracista 10 vagas
Vendedor de consórcio 3 vagas
Sine/IDT Caucaia
Horário de funcionamento: 8h às 17h
Rua Juaci Sampaio Pontes, 2076 – Centro
(85) 3101-3378
Horário de funcionamento: 8h às 17h
Rua Juaci Sampaio Pontes, 2076 – Centro
(85) 3101-3378
dn
Iandê: Shopping de Caucaia será inaugurado no próximo dia 30
Somente um grupo empresarial do Estado pretende instalar quatro novos shopping centers na RMF em até dois anos
Sob
o impulso do aquecimento econômico, a expansão do varejo no Ceará se
traduz também na proliferação de shopping centers, principalmente na
Região Metropolitana de Fortaleza.
O primeiro empreendimento da VR Administradora e Incorporadora de Imóveis Ltda, o Iandê Shopping Caucaia, será inaugurado no fim do mês FOTO: DIVULGAÇÃO
O cenário promissor atrai também investidores locais, de grupos genuinamente cearenses, como a VR Administradora e Incorporadora de Imóveis Ltda, que inicia sua participação no segmento com a inauguração, no próximo dia 30, do Iandê Shopping Caucaia - empreendimento pioneiro no município que soma investimentos da ordem de R$ 45 milhões e já está 80% locado.
A empresa, porém, já tem outros três projetos em andamento na Capital cearense, que estão em fase de aprovação e aquisição dos terrenos para dar início às obras de construção.
De acordo com Alessandra Robouças, gestora do empreendimento, o maior deles é o Iandê Shopping Santos Dumont, um complexo que inclui um hotel e uma torre comercial, além do centro de compras, que será erguido na Avenida Santos Dumont. As outras duas unidades do Iandê Shopping serão construídas na Avenida Francisco Sá, antigo corredor industrial de Fortaleza, e na Rua Padre Pedro Alencar, em Messejana.
"O Iandê Shopping Messejana e o Iandê da Av. Francisco Sá serão exclusivamente shoppings, sem nenhum outro empreendimento anexo", antecipa Rebouças, que afirma não poder revelar ainda o valor estimado dos investimentos, mas garante "que todos serão construidos com recursos próprios (da incorporadora cearense)".
Para a gestora, tanto o Iandê Caucaia, como a unidade da Francisco Sá irão absorver grande parte do público que hoje é atendido pelo North Shopping.
"Cerca de 80% dos nossos futuros clientes fazem compras hoje no North Shopping. Mas devido à proximidade, eles irão migrar naturalmente para o Iandê Caucaia", afirma.
Para Alessandra Rebouças, moradores do entorno da Av. Francisco Sá e adjacências, que contam atualmente apenas com um shopping naquela região, também são foco do Iandê. "A concorrência é benéfica. Com o aumento do poder de compras da população, há espaço para todos", assegura.
Em Caucaia
O primeiro shopping da VR, em Caucaia, começa a funcionar no próximo dia 30 com 23 operações, incluindo as âncoras.
No total, o empreendimento possui 22 mil metros quadrados (m²) de terreno, sendo 19 mil m² de área bruta locável (ABL). Ele reunirá 84 lojas satélites, dentre as quais as principais âncoras estão as Lojas Americanas, Marisa, Rabelo e G. Barbosa. Na área de lazer o shopping conta com quatro salas de cinema (Sercla), 12 operações na Praça de Alimentação, além do Iandê Park.
O estacionamento terá 1.200 vagas rotativas para atender a previsão de frequência de 750mil pessoas/mês. Segundo a gestora, serão gerados inicialmente 1.900 empregos diretos - número que será ampliado em dois anos. "Em 2014, teremos a primeira expansão do shopping. Estão previstos mais 7 mil m² de área, nas laterais do shopping".
dn
O primeiro empreendimento da VR Administradora e Incorporadora de Imóveis Ltda, o Iandê Shopping Caucaia, será inaugurado no fim do mês FOTO: DIVULGAÇÃO
O cenário promissor atrai também investidores locais, de grupos genuinamente cearenses, como a VR Administradora e Incorporadora de Imóveis Ltda, que inicia sua participação no segmento com a inauguração, no próximo dia 30, do Iandê Shopping Caucaia - empreendimento pioneiro no município que soma investimentos da ordem de R$ 45 milhões e já está 80% locado.
A empresa, porém, já tem outros três projetos em andamento na Capital cearense, que estão em fase de aprovação e aquisição dos terrenos para dar início às obras de construção.
De acordo com Alessandra Robouças, gestora do empreendimento, o maior deles é o Iandê Shopping Santos Dumont, um complexo que inclui um hotel e uma torre comercial, além do centro de compras, que será erguido na Avenida Santos Dumont. As outras duas unidades do Iandê Shopping serão construídas na Avenida Francisco Sá, antigo corredor industrial de Fortaleza, e na Rua Padre Pedro Alencar, em Messejana.
"O Iandê Shopping Messejana e o Iandê da Av. Francisco Sá serão exclusivamente shoppings, sem nenhum outro empreendimento anexo", antecipa Rebouças, que afirma não poder revelar ainda o valor estimado dos investimentos, mas garante "que todos serão construidos com recursos próprios (da incorporadora cearense)".
Para a gestora, tanto o Iandê Caucaia, como a unidade da Francisco Sá irão absorver grande parte do público que hoje é atendido pelo North Shopping.
"Cerca de 80% dos nossos futuros clientes fazem compras hoje no North Shopping. Mas devido à proximidade, eles irão migrar naturalmente para o Iandê Caucaia", afirma.
Para Alessandra Rebouças, moradores do entorno da Av. Francisco Sá e adjacências, que contam atualmente apenas com um shopping naquela região, também são foco do Iandê. "A concorrência é benéfica. Com o aumento do poder de compras da população, há espaço para todos", assegura.
Em Caucaia
O primeiro shopping da VR, em Caucaia, começa a funcionar no próximo dia 30 com 23 operações, incluindo as âncoras.
No total, o empreendimento possui 22 mil metros quadrados (m²) de terreno, sendo 19 mil m² de área bruta locável (ABL). Ele reunirá 84 lojas satélites, dentre as quais as principais âncoras estão as Lojas Americanas, Marisa, Rabelo e G. Barbosa. Na área de lazer o shopping conta com quatro salas de cinema (Sercla), 12 operações na Praça de Alimentação, além do Iandê Park.
O estacionamento terá 1.200 vagas rotativas para atender a previsão de frequência de 750mil pessoas/mês. Segundo a gestora, serão gerados inicialmente 1.900 empregos diretos - número que será ampliado em dois anos. "Em 2014, teremos a primeira expansão do shopping. Estão previstos mais 7 mil m² de área, nas laterais do shopping".
dn
Táxis ganham acesso livre à via
Transporte escolar também passa a ser permitido nas faixas preferenciais de ônibus da Bezerra de Menezes
Após
reuniões com taxistas e donos de transporte escolar, ficou decidido que
as duas categorias também fazem transporte coletivo e, por este motivo,
devem ter direito a transitar pelo BRS Foto: Helene Santos
Depois de uma semana da inauguração do corredor preferencial para ônibus da Avenida Bezerra de Menezes, o tráfego de táxis sem passageiros e de veículos de transporte escolar passa a ser permitido a partir de hoje.
Até sábado, os condutores desses dois tipos de veículos estavam proibidos de circular nas faixas preferenciais do Serviço Rápido de Ônibus (BRS), o que estava gerando vários problemas, especialmente no entorno das escolas.
Porém, de acordo com a assessoria de imprensa da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), após algumas reuniões com representantes das duas categorias, foi acordado que ambas também fazem transporte coletivo e, por isso, devem ter direito a transitar nas faixas especiais.
A assessoria ainda garante que os 16 agentes da AMC e outros 216 fiscais da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) irão permanecer na via, orientando os motoristas sobre as novas regras de trânsito na Av. Bezerra de Menezes.
Ainda segundo informações da assessoria de imprensa da AMC, como esse é um projeto piloto no Ceará, o trabalho dos agentes e fiscais permanece como apenas educativo, ainda sem multar os condutores.
Desde o dia 13 de agosto, as duas faixas mais à direita daquela avenida de Fortaleza passaram a ser preferenciais para ônibus, vans e táxis com passageiros. Segundo a Etufor, as faixas prioritárias cumprem a Lei Federal de Mobilidade Urbana.
Os carros de passeio podem trafegar nas faixas prioritárias de transporte público por uma distância máxima de 100 metros (aproximadamente, a distância de um quarteirão) para fazer a conversão à direita ou ter acesso a garagens.
Funcionamento
As linhas de ônibus de Fortaleza e as que dão acesso à região metropolitana também modificaram suas paradas na via, desde a inauguração do BRS . Estão divididas nos grupos 1, 2 e 3.
Aos domingos e feriados, as faixas preferenciais para ônibus têm livre acesso pelos carros de passeio. No entanto, os ônibus e as vans permanecem com a permissão de só pararem em seus pontos.
No sentido Caucaia-Fortaleza, a única parada comum aos três grupos é a da Praça do Otávio Bonfim, entre as ruas Dom Jerônimo e Justiniano de Serpa. Já no sentido inverso, o usuário de transporte coletivo só poderá pegar ônibus dos três grupos na parada do Instituto dos Cegos, entre as ruas Padre Anchieta e Antonina do Norte.
Depois de uma semana da inauguração do corredor preferencial para ônibus da Avenida Bezerra de Menezes, o tráfego de táxis sem passageiros e de veículos de transporte escolar passa a ser permitido a partir de hoje.
Até sábado, os condutores desses dois tipos de veículos estavam proibidos de circular nas faixas preferenciais do Serviço Rápido de Ônibus (BRS), o que estava gerando vários problemas, especialmente no entorno das escolas.
Porém, de acordo com a assessoria de imprensa da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), após algumas reuniões com representantes das duas categorias, foi acordado que ambas também fazem transporte coletivo e, por isso, devem ter direito a transitar nas faixas especiais.
A assessoria ainda garante que os 16 agentes da AMC e outros 216 fiscais da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) irão permanecer na via, orientando os motoristas sobre as novas regras de trânsito na Av. Bezerra de Menezes.
Ainda segundo informações da assessoria de imprensa da AMC, como esse é um projeto piloto no Ceará, o trabalho dos agentes e fiscais permanece como apenas educativo, ainda sem multar os condutores.
Desde o dia 13 de agosto, as duas faixas mais à direita daquela avenida de Fortaleza passaram a ser preferenciais para ônibus, vans e táxis com passageiros. Segundo a Etufor, as faixas prioritárias cumprem a Lei Federal de Mobilidade Urbana.
Os carros de passeio podem trafegar nas faixas prioritárias de transporte público por uma distância máxima de 100 metros (aproximadamente, a distância de um quarteirão) para fazer a conversão à direita ou ter acesso a garagens.
Funcionamento
As linhas de ônibus de Fortaleza e as que dão acesso à região metropolitana também modificaram suas paradas na via, desde a inauguração do BRS . Estão divididas nos grupos 1, 2 e 3.
Aos domingos e feriados, as faixas preferenciais para ônibus têm livre acesso pelos carros de passeio. No entanto, os ônibus e as vans permanecem com a permissão de só pararem em seus pontos.
No sentido Caucaia-Fortaleza, a única parada comum aos três grupos é a da Praça do Otávio Bonfim, entre as ruas Dom Jerônimo e Justiniano de Serpa. Já no sentido inverso, o usuário de transporte coletivo só poderá pegar ônibus dos três grupos na parada do Instituto dos Cegos, entre as ruas Padre Anchieta e Antonina do Norte.
KELLY GARCIA
REPÓRTER
REPÓRTER
Falta de demarcação das terras indígenas gera crimes e violência
A questão fundiária está intimamente ligada à violência e ao uso de drogas nas aldeias indígenas cearenses
Na
aldeia dos Pitaguarys, em Pacatuba e Maracanaú, crianças e adolescentes
participam de projetos de prevenção ao uso de drogas e álcool. O
objetivo do grupo é aumentar a autoestima e repassar um pouco da
história da etnia fotos waleska santiago
"Constituem crimes contra os índios e a cultura indígena: propiciar, por qualquer meio, a aquisição, o uso e a disseminação de bebidas alcoólicas, nos grupos tribais e/ou entre índios não integrados. Pena - detenção de seis meses a dois anos". O trecho faz parte do artigo 58 do Estatuto do Índio, assegurado desde 19 de dezembro de 1973. Contudo, a legislação não é respeitada na maioria das aldeias indígenas do Ceará e, por conta disso, alguns povos, como os Jenipapos-Kanindés, de Aquiraz, e Pitaguarys, de Pacatuba e Maracanaú, foram obrigados a fechar o acesso de suas aldeias para evitar conflitos e crimes.
Segundo a advogada Aline Furtado, integrante da equipe do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, que presta assessoria jurídica aos povos Tapebas, Pitaguarys e Jenipapos-Kanindés, a violência nas terras indígenas do Ceará é recorrente e tem relação forte com a questão fundiária, ainda longe de ser solucionada no Estado.
"A violência e o consumo de bebida alcoólica e outras drogas nas aldeias estão intimamente ligados à questão da terra. Os não-índios não respeitam a posse da terra pelos indígenas", pontua a advogada.
No Ceará, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos ao Censo 2010, existem 19.336 índios, divididos em 14 etnias. Destes, 12.598 estão na área urbana e 6.738 na área rural. Porém, somente o povo Tremembé do Córrego João Pereira, de Acaraú e Itarema, tem sua terra homologada. "Os índios só passam a ter direito de fato às terras quando são homologadas pelo Ministério Público como áreas indígenas", explica.
Sem homologação, algumas etnias lutam como podem para manter a integridade física dos seus membros, de suas propriedades e protegê-los da violência.
No sábado (11), o povo Jenipapo-Kanindé fez uma "corrente humana" para impedir o acesso de não-índios às terras da Lagoa da Encantada, em Aquiraz. De acordo com a cacique Juliana Alves, a ação será feita aos fins de semana para coibir o uso de drogas, de bebidas alcoólicas e crimes na aldeia.
O alcoolismo gera problemas familiares e de saúde em muitos indígenas FOTO: WALESKA SANTIAGO
"Constituem crimes contra os índios e a cultura indígena: propiciar, por qualquer meio, a aquisição, o uso e a disseminação de bebidas alcoólicas, nos grupos tribais e/ou entre índios não integrados. Pena - detenção de seis meses a dois anos". O trecho faz parte do artigo 58 do Estatuto do Índio, assegurado desde 19 de dezembro de 1973. Contudo, a legislação não é respeitada na maioria das aldeias indígenas do Ceará e, por conta disso, alguns povos, como os Jenipapos-Kanindés, de Aquiraz, e Pitaguarys, de Pacatuba e Maracanaú, foram obrigados a fechar o acesso de suas aldeias para evitar conflitos e crimes.
Segundo a advogada Aline Furtado, integrante da equipe do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, que presta assessoria jurídica aos povos Tapebas, Pitaguarys e Jenipapos-Kanindés, a violência nas terras indígenas do Ceará é recorrente e tem relação forte com a questão fundiária, ainda longe de ser solucionada no Estado.
"A violência e o consumo de bebida alcoólica e outras drogas nas aldeias estão intimamente ligados à questão da terra. Os não-índios não respeitam a posse da terra pelos indígenas", pontua a advogada.
No Ceará, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos ao Censo 2010, existem 19.336 índios, divididos em 14 etnias. Destes, 12.598 estão na área urbana e 6.738 na área rural. Porém, somente o povo Tremembé do Córrego João Pereira, de Acaraú e Itarema, tem sua terra homologada. "Os índios só passam a ter direito de fato às terras quando são homologadas pelo Ministério Público como áreas indígenas", explica.
Sem homologação, algumas etnias lutam como podem para manter a integridade física dos seus membros, de suas propriedades e protegê-los da violência.
No sábado (11), o povo Jenipapo-Kanindé fez uma "corrente humana" para impedir o acesso de não-índios às terras da Lagoa da Encantada, em Aquiraz. De acordo com a cacique Juliana Alves, a ação será feita aos fins de semana para coibir o uso de drogas, de bebidas alcoólicas e crimes na aldeia.
A
atitude radical foi tomada após o assassinato de um morador da
comunidade, no último dia 6, que teria sido motivado pelo uso de drogas.
"Nós fechamos a entrada, mas estamos recebendo ameaças até de morte",
alerta a cacique.
A advogada do CPDH disse que essa não é a primeira denúncia desse tipo que a instituição recebe. "As belezas naturais das aldeias indígenas atraem pessoas que querem fazer uso da área como ponto turístico, levando bebidas e alimentos. Porém, quem decide pelo livre acesso é o indígena", esclarece.
Aline Furtado também chama a atenção para a ação recente, feita pelos índios Pitaguarys, que permaneceram acampados por quase cinco meses, impedindo o acesso das comunidades do entorno ao açude da aldeia, cujo acesso hoje está impedido por uma corrente, em Maracanaú.
Já em Caucaia, especialmente entre os Tapeba que vivem na comunidade da Ponte, próximo ao Rio Ceará, o problema são os crimes. "Há pouco tempo, vivenciamos um clima muito tenso naquela região porque as casas estavam sendo assaltadas. Para proteger as suas propriedades, alguns indígenas foram presos, por estarem portando armas sem autorização", afirma.
Segurança
Quanto à segurança, Aline Furtado diz que, pelo fato de as terras ainda não terem sido demarcadas, ainda não há consenso sobre qual polícia deve atuar no local. "Se as terras fossem homologadas, só a Polícia Federal poderia ter acesso. Algumas vezes, precisamos de policiamento e ninguém quer nos atender".
De acordo com o assessor de imprensa da Polícia Militar do Ceará, coronel Albano, a corporação atua nas áreas indígenas sempre que existe alguma ocorrência, seja lesão corporal, homicídio ou qualquer outro crime. "Nós atendemos como qualquer outra comunidade", explica.
Dados
De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), não existem dados sobre a situação de consumo de álcool e drogas por índios no Brasil. A Secretaria ainda esclarece que o Distrito Especial Indígena (DSEI) Ceará realiza ações de promoção de saúde, prevenção e redução de danos para o uso de álcool e outras drogas na atenção primária.
Também segundo a Sesai, em 2011, as ações foram reforçadas em todo o País, com a contratação de cerca de 40 psicólogos para atuação na saúde mental, sendo dois responsáveis pelo Ceará. Ações são realizadas a partir de uma adequação às especificidades culturais das etnias, com a participação das comunidades, buscando articulação com a educação, esporte e assistência social. Já os pacientes indígenas que precisam de atenção especializada são encaminhados aos equipamentos de saúde mental municipais ou estaduais.
A advogada do CPDH disse que essa não é a primeira denúncia desse tipo que a instituição recebe. "As belezas naturais das aldeias indígenas atraem pessoas que querem fazer uso da área como ponto turístico, levando bebidas e alimentos. Porém, quem decide pelo livre acesso é o indígena", esclarece.
Aline Furtado também chama a atenção para a ação recente, feita pelos índios Pitaguarys, que permaneceram acampados por quase cinco meses, impedindo o acesso das comunidades do entorno ao açude da aldeia, cujo acesso hoje está impedido por uma corrente, em Maracanaú.
Já em Caucaia, especialmente entre os Tapeba que vivem na comunidade da Ponte, próximo ao Rio Ceará, o problema são os crimes. "Há pouco tempo, vivenciamos um clima muito tenso naquela região porque as casas estavam sendo assaltadas. Para proteger as suas propriedades, alguns indígenas foram presos, por estarem portando armas sem autorização", afirma.
Segurança
Quanto à segurança, Aline Furtado diz que, pelo fato de as terras ainda não terem sido demarcadas, ainda não há consenso sobre qual polícia deve atuar no local. "Se as terras fossem homologadas, só a Polícia Federal poderia ter acesso. Algumas vezes, precisamos de policiamento e ninguém quer nos atender".
De acordo com o assessor de imprensa da Polícia Militar do Ceará, coronel Albano, a corporação atua nas áreas indígenas sempre que existe alguma ocorrência, seja lesão corporal, homicídio ou qualquer outro crime. "Nós atendemos como qualquer outra comunidade", explica.
Dados
De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), não existem dados sobre a situação de consumo de álcool e drogas por índios no Brasil. A Secretaria ainda esclarece que o Distrito Especial Indígena (DSEI) Ceará realiza ações de promoção de saúde, prevenção e redução de danos para o uso de álcool e outras drogas na atenção primária.
Também segundo a Sesai, em 2011, as ações foram reforçadas em todo o País, com a contratação de cerca de 40 psicólogos para atuação na saúde mental, sendo dois responsáveis pelo Ceará. Ações são realizadas a partir de uma adequação às especificidades culturais das etnias, com a participação das comunidades, buscando articulação com a educação, esporte e assistência social. Já os pacientes indígenas que precisam de atenção especializada são encaminhados aos equipamentos de saúde mental municipais ou estaduais.
Combate às drogas é feito de forma diferente pelas etnias
Grupo
Iandé Meme Maranongara, composto por crianças e adolescentes indígenas
Pitaguarys, atua na prevenção ao uso de drogas ilícitas e também de
bebidas alcoólicas na comunidade FOTO: WALESKA SANTIAGO
O apoio de outras entidades, como Organizações Não-Governamentais e prefeituras dos municípios, faz toda a diferença no combate ao alcoolismo e ao uso de drogas entre os indígenas no Ceará, principalmente no que diz respeito aos povos que vivem em áreas próximas à Capital cearense, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A equipe de reportagem do Diário do Nordeste visitou duas comunidades indígenas: os Tapeba da Lagoa II, que residem em Caucaia, e os Pitaguary, que vivem na zona rural do município de Maracanaú.
De acordo com o facilitador de artes indígenas Carlos Guedes, índio Pitaguary que desenvolve projeto com crianças e adolescentes na região há mais de dez anos, a saída encontrada por essa etnia é a prevenção.
"Não estamos livres das drogas, mas procuramos conscientizar essas crianças de que não se deve usá-las", explica.
Carlos Guedes coordena o grupo "Iandé Meme Maranongara", que, em tupi, significa "Somos todos parentes", composto por 28 crianças e adolescentes de idades variadas, que vão de sete a 13 anos e meio.
Os beneficiados participam dos encontros do grupo semanalmente e recebem lanche fornecido pela prefeitura de Maracanaú. O projeto ainda tem parceria com várias instituições privadas, como colégios particulares, que oferecem bolsas de estudo para os integrantes do grupo. "Procuramos fortalecer a autoestima deles para que quando eles chegarem ao mercado de trabalho, não terem tantos problemas ao se assumirem como índios, como a discriminação", diz.
Através
do projeto, vários jovens estão matriculados em cursos técnicos e de
nível superior e outros já até conseguiram sua vaga no primeiro emprego.
"Temos uma ex-aluna que é gerente de loja em uma rede de farmácias e
outro que está fazendo faculdade de Contabilidade", comemora o
facilitador de artes indígenas, Carlos Guedes.
Entre as atividades desenvolvidas pelo grupo, está a dança do Toré e outras apresentações tradicionais. O figurino, confeccionado em palha de carnaúba e penas de aves, é feito por Carlos Guedes e sua esposa, Ana Lúcia Silva Duarte, índia Kanindé. "Nós fazemos apresentações em escolas, instituições públicas e privadas e, inclusive, já fomos até para a Itália, mostrar a cultura dos índios Pitaguarys", conta.
Sobre casos de alcoolismo e uso de drogas ilícitas dentro da aldeia, Carlos Guedes diz não ter conhecimento. "Nós tínhamos muitos problemas quando o acesso ao açude era permitido a todos, porque não-índios usavam drogas e bebidas por lá e sempre tinha confusão. Mas agora está tudo bem mais calmo", relata.
Falta de apoio
Em Caucaia, a realidade do povo Tapeba é bem diferente. Apesar de cada comunidade integrante da aldeia contar com um grupo cultural, composto de crianças e adolescentes, a falta de apoio de entidades não governamentais e também do poder público ajudam a aumentar as estatísticas de alcoolismo, uso de drogas ilícitas e até de assassinatos dentro da aldeia.
Segundo a agente de saúde indígena Iracema Matos, índia Tapeba que atua nas comunidades da etnia há cerca de 15 anos, o alcoolismo é um problema que atinge muitas famílias.
"O índio tem o costume de usar bebida alcoólica em seus rituais. Só que alguns começaram a substituir pela cachaça e se viciaram. O mocororó (bebida feita de caju, utilizada nos rituais do Ceará) é muito forte e não se pode exagerar nas doses", afirma. Iracema Matos e a também agente de saúde indígena Sílvia Nascimento participaram, no ano passado, de um curso oferecido pelo Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), de facilitador de Terapias Comunitárias, em Porto Seguro, na Bahia.
Desde então, as duas realizam entre os Tapebas encontros mensais, abertos a toda a população indígena da aldeia, para que exponham as angústias. Porém, os problemas gerados pelo alcoolismo estão sempre presentes. "A violência causada pelo uso de álcool é muito citada pelos participantes", relata Iracema.
Além da bebida alcoólica, o crack também já faz suas vítimas na aldeia. "Tenho um familiar que mora aqui, é viciado e não quer se tratar. Ele começou com maconha, trazida por pessoas de fora e ele agora é dependente da ´pedra maldita´, o que destruiu a família, porque separou da mulher e tem quatro filhos pequenos", conta Sílvia Nascimento.
Iracema Matos dá assistência a uma índia, também mãe de quatro filhos pequenos, dependente de crack. "Ela me contou que começou a usar com as pessoas da família, dentro da aldeia. Depois que conversei com ela, orientando que poderia perder a guarda dos filhos por causa do vício, ela parou e está há quatro meses sem usar".
Para tratar dependentes químicos, entre os Tapebas, a única opção é encaminhar para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Caucaia. "Não temos convênio com nenhuma clínica de tratamento. Lutamos contra as drogas aqui praticamente sozinhas", desabafa Iracema Matos.
Apesar de os números do IBGE apontarem que 52% dos indígenas cearenses não possuem rendimentos, as duas agentes de saúde afirmam que entre os dependentes atendidos pela Terapia Comunitária, a maioria trabalha. "Praticamente todos os que temos notícia que usam droga ou álcool têm emprego e assim sustentam o vício", revelam.
Para aumentar a renda em casa, o autônomo Francisco (nome fictício) decidiu diminuir o uso de bebida alcoólica. "Bebia nas minhas folgas, dia sim, dia não, e isso estava me deixando cansado. Só bebo agora nos fins de semana e já comecei a economizar. Quero deixar de vez", confidencia Francisco.
O apoio de outras entidades, como Organizações Não-Governamentais e prefeituras dos municípios, faz toda a diferença no combate ao alcoolismo e ao uso de drogas entre os indígenas no Ceará, principalmente no que diz respeito aos povos que vivem em áreas próximas à Capital cearense, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A equipe de reportagem do Diário do Nordeste visitou duas comunidades indígenas: os Tapeba da Lagoa II, que residem em Caucaia, e os Pitaguary, que vivem na zona rural do município de Maracanaú.
De acordo com o facilitador de artes indígenas Carlos Guedes, índio Pitaguary que desenvolve projeto com crianças e adolescentes na região há mais de dez anos, a saída encontrada por essa etnia é a prevenção.
"Não estamos livres das drogas, mas procuramos conscientizar essas crianças de que não se deve usá-las", explica.
Carlos Guedes coordena o grupo "Iandé Meme Maranongara", que, em tupi, significa "Somos todos parentes", composto por 28 crianças e adolescentes de idades variadas, que vão de sete a 13 anos e meio.
Os beneficiados participam dos encontros do grupo semanalmente e recebem lanche fornecido pela prefeitura de Maracanaú. O projeto ainda tem parceria com várias instituições privadas, como colégios particulares, que oferecem bolsas de estudo para os integrantes do grupo. "Procuramos fortalecer a autoestima deles para que quando eles chegarem ao mercado de trabalho, não terem tantos problemas ao se assumirem como índios, como a discriminação", diz.
Entre as atividades desenvolvidas pelo grupo, está a dança do Toré e outras apresentações tradicionais. O figurino, confeccionado em palha de carnaúba e penas de aves, é feito por Carlos Guedes e sua esposa, Ana Lúcia Silva Duarte, índia Kanindé. "Nós fazemos apresentações em escolas, instituições públicas e privadas e, inclusive, já fomos até para a Itália, mostrar a cultura dos índios Pitaguarys", conta.
Sobre casos de alcoolismo e uso de drogas ilícitas dentro da aldeia, Carlos Guedes diz não ter conhecimento. "Nós tínhamos muitos problemas quando o acesso ao açude era permitido a todos, porque não-índios usavam drogas e bebidas por lá e sempre tinha confusão. Mas agora está tudo bem mais calmo", relata.
Falta de apoio
Em Caucaia, a realidade do povo Tapeba é bem diferente. Apesar de cada comunidade integrante da aldeia contar com um grupo cultural, composto de crianças e adolescentes, a falta de apoio de entidades não governamentais e também do poder público ajudam a aumentar as estatísticas de alcoolismo, uso de drogas ilícitas e até de assassinatos dentro da aldeia.
Segundo a agente de saúde indígena Iracema Matos, índia Tapeba que atua nas comunidades da etnia há cerca de 15 anos, o alcoolismo é um problema que atinge muitas famílias.
"O índio tem o costume de usar bebida alcoólica em seus rituais. Só que alguns começaram a substituir pela cachaça e se viciaram. O mocororó (bebida feita de caju, utilizada nos rituais do Ceará) é muito forte e não se pode exagerar nas doses", afirma. Iracema Matos e a também agente de saúde indígena Sílvia Nascimento participaram, no ano passado, de um curso oferecido pelo Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), de facilitador de Terapias Comunitárias, em Porto Seguro, na Bahia.
Desde então, as duas realizam entre os Tapebas encontros mensais, abertos a toda a população indígena da aldeia, para que exponham as angústias. Porém, os problemas gerados pelo alcoolismo estão sempre presentes. "A violência causada pelo uso de álcool é muito citada pelos participantes", relata Iracema.
Além da bebida alcoólica, o crack também já faz suas vítimas na aldeia. "Tenho um familiar que mora aqui, é viciado e não quer se tratar. Ele começou com maconha, trazida por pessoas de fora e ele agora é dependente da ´pedra maldita´, o que destruiu a família, porque separou da mulher e tem quatro filhos pequenos", conta Sílvia Nascimento.
Iracema Matos dá assistência a uma índia, também mãe de quatro filhos pequenos, dependente de crack. "Ela me contou que começou a usar com as pessoas da família, dentro da aldeia. Depois que conversei com ela, orientando que poderia perder a guarda dos filhos por causa do vício, ela parou e está há quatro meses sem usar".
Para tratar dependentes químicos, entre os Tapebas, a única opção é encaminhar para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Caucaia. "Não temos convênio com nenhuma clínica de tratamento. Lutamos contra as drogas aqui praticamente sozinhas", desabafa Iracema Matos.
Apesar de os números do IBGE apontarem que 52% dos indígenas cearenses não possuem rendimentos, as duas agentes de saúde afirmam que entre os dependentes atendidos pela Terapia Comunitária, a maioria trabalha. "Praticamente todos os que temos notícia que usam droga ou álcool têm emprego e assim sustentam o vício", revelam.
Para aumentar a renda em casa, o autônomo Francisco (nome fictício) decidiu diminuir o uso de bebida alcoólica. "Bebia nas minhas folgas, dia sim, dia não, e isso estava me deixando cansado. Só bebo agora nos fins de semana e já comecei a economizar. Quero deixar de vez", confidencia Francisco.
Políticas públicas ainda são insuficientes
"Não existe uma tendência natural do índio para se tornar alcoólatra ou dependente químico". A afirmação é do antropólogo e professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Gerson Augusto Oliveira Júnior.
Segundo o antropólogo, a dependência de drogas lícitas e ilícitas é um problema que diz respeito à sociedade como um todo. "A destruição das referências aproxima o homem do vício e as drogas, hoje, afetam todos os segmentos da sociedade", frisa.
Para Gerson Oliveira Júnior, deveriam ser criadas políticas públicas para combater essas práticas. "No fim do século XIX e início do século XX, a sociedade americana era considerada alcoólatra. Porém, as autoridades se preocuparam em combater o vício com leis rigorosas que ainda hoje perduram", lembra.
A historiadora Ana Lúcia Tófoli também ressalta que a associação dos indígenas ao consumo de álcool e drogas contribui para uma visão estigmatizada que se construiu em torno das populações indígenas no Ceará.
"Sem dúvida, este é um tema complexo que envolve questões ligadas à saúde, segurança pública e políticas indigenistas mais eficientes, sobre os quais carecem de mais estudos qualificados em nosso Estado", afirma a historiadora.
Ana Lúcia ainda alerta sobre o fato de alguns dos povos indígenas estarem muito próximos à Capital cearense, o que contribui para o agravamento do quadro de violência. "É importante elucidar que alguns povos, como Tapeba, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé encontram-se dentro ou muito próximos da Região Metropolitana de Fortaleza, nas imediações de indústrias e rodovias. Portanto, sujeitos aos impactos inerentes a qualquer grande cidade brasileira: violência urbana, tráfico e consumo de drogas", afirma.
Além disso, de acordo com a historiadora, a situação se torna mais grave, devido à não demarcação da maioria das terras. "Mesmo as que estão demarcadas, ainda não foram desintrusadas (retirada e indenização de pessoas não indígenas), dificultando a restrição da entrada de pessoas estranhas", destaca.
Identidade
Já o impacto do reconhecimento da identidade dos indígenas pelas comunidades do entorno pode ter várias facetas. "Isso pode variar bastante, pois ´a comunidade do entorno´ pode ser desde industriais até quem compra terrenos em loteamentos irregulares, voltados à população de baixa renda", esclarece.
Ana Lúcia chama a atenção para quem faz uso das áreas indígenas para "turismo". "As pessoas que procuram esses espaços para o lazer, muitas vezes, o fazem associado ao consumo de álcool e drogas. Via de regra, não estabelecem relações respeitosas com as populações nativas e desconsideram ou desconhecem os limites das terras".
KELLY GARCIA
REPÓRTER
"Não existe uma tendência natural do índio para se tornar alcoólatra ou dependente químico". A afirmação é do antropólogo e professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Gerson Augusto Oliveira Júnior.
Segundo o antropólogo, a dependência de drogas lícitas e ilícitas é um problema que diz respeito à sociedade como um todo. "A destruição das referências aproxima o homem do vício e as drogas, hoje, afetam todos os segmentos da sociedade", frisa.
Para Gerson Oliveira Júnior, deveriam ser criadas políticas públicas para combater essas práticas. "No fim do século XIX e início do século XX, a sociedade americana era considerada alcoólatra. Porém, as autoridades se preocuparam em combater o vício com leis rigorosas que ainda hoje perduram", lembra.
A historiadora Ana Lúcia Tófoli também ressalta que a associação dos indígenas ao consumo de álcool e drogas contribui para uma visão estigmatizada que se construiu em torno das populações indígenas no Ceará.
"Sem dúvida, este é um tema complexo que envolve questões ligadas à saúde, segurança pública e políticas indigenistas mais eficientes, sobre os quais carecem de mais estudos qualificados em nosso Estado", afirma a historiadora.
Ana Lúcia ainda alerta sobre o fato de alguns dos povos indígenas estarem muito próximos à Capital cearense, o que contribui para o agravamento do quadro de violência. "É importante elucidar que alguns povos, como Tapeba, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé encontram-se dentro ou muito próximos da Região Metropolitana de Fortaleza, nas imediações de indústrias e rodovias. Portanto, sujeitos aos impactos inerentes a qualquer grande cidade brasileira: violência urbana, tráfico e consumo de drogas", afirma.
Além disso, de acordo com a historiadora, a situação se torna mais grave, devido à não demarcação da maioria das terras. "Mesmo as que estão demarcadas, ainda não foram desintrusadas (retirada e indenização de pessoas não indígenas), dificultando a restrição da entrada de pessoas estranhas", destaca.
Identidade
Já o impacto do reconhecimento da identidade dos indígenas pelas comunidades do entorno pode ter várias facetas. "Isso pode variar bastante, pois ´a comunidade do entorno´ pode ser desde industriais até quem compra terrenos em loteamentos irregulares, voltados à população de baixa renda", esclarece.
Ana Lúcia chama a atenção para quem faz uso das áreas indígenas para "turismo". "As pessoas que procuram esses espaços para o lazer, muitas vezes, o fazem associado ao consumo de álcool e drogas. Via de regra, não estabelecem relações respeitosas com as populações nativas e desconsideram ou desconhecem os limites das terras".
KELLY GARCIA
REPÓRTER
MP realiza capacitação em mediação de conflitos em caucaia
Clique na imagem para ampliar
O processo de capacitação dos futuros mediadores do NMC da Caucaia /
FATENE iniciou no final do mês de julho, com uma turma de 60 alunos. A
turma é composta por alunos da FATENE, por pessoas da comunidade de
Caucaia e adjacências, representantes da Guarda Municipal de Caucaia, do
Conselho Comunitário de Defesa Social, da Secretaria de Direitos
Humanos e da Secretaria de Assistência Social e Combate a Fome da
Prefeitura de Caucaia.
O curso envolve conteúdos de diversos módulos, todos orientados para a
mediação de conflitos: técnicas de mediação, métodos alternativos de
resolução de conflitos, ética, conflito, psicologia, voluntariado, saúde
mental e articulação de redes locais.
Após os módulos teóricos, os alunos deverão estagiar nos Núcleos de
Mediação do Programa por 60 horas.Dessa forma, podemos capacitar de
forma adequada os nossos futuros mediadores, aliando teoria e prática.
http://mediacaocomunitaria.blogspot.com.br
Eleições 2012: Caucaia terá campanha na TV pela primeira vez
Pela
primeira vez, os moradores e Caucaia vão poder acompanhar a campanha
eleitoral também através da televisão. A TV Metrópole, sintonizada
através do canal aberto 26 que opera desde julho do ano passado, será a
geradora dos programas eleitorais dos candidatos a prefeito e vereador
do município. Com concessão de emissora educativa , a TV pertence à
Fundação José Possidonio Peixoto, que também controla a Vida FM em
Fortaleza TV, e estreou programação em outubro de 2011.
Distribuição
O horário eleitoral gratuito começa na próxima terça-feira, 21. Assim como no rádio, as segundas, quartas e sextas serão reservadas às propagandas dos candidatos majoritários, enquanto os vereadores pedirão votos da TV às terças, quintas e sábados.
O horário eleitoral gratuito começa na próxima terça-feira, 21. Assim como no rádio, as segundas, quartas e sextas serão reservadas às propagandas dos candidatos majoritários, enquanto os vereadores pedirão votos da TV às terças, quintas e sábados.
Cada candidato com seu tempo
A coligação Caucaia Não Pode Parar, que tem como candidatos o atual prefeito Dr. Washington, reúne ao todo 11 partidos (PP-PSB-PDT-PT-PRB-PSD-PTC-PMN-PHS-DEM-PTN) e terá o maior tempo na propaganda, com 11min57seg.
A coligação Caucaia Não Pode Parar, que tem como candidatos o atual prefeito Dr. Washington, reúne ao todo 11 partidos (PP-PSB-PDT-PT-PRB-PSD-PTC-PMN-PHS-DEM-PTN) e terá o maior tempo na propaganda, com 11min57seg.
Já a coligação Confiança no Rumo
Certo, cuja candidata é a ex-prefeita Inês Arruda, inclui 7 partidos
(PCB-PSC-PMDB-PR-PTB-PRP-PSDC), com tempo total de 7min42seg.
Paulo
Gurgel, da coligação Inova Caucaia (PV-PSDB), disporá de 3min55seg,
enquanto o candidato do PSL, Naumi Amorim, mostrará suas propostas em
1min32. Com o menor tempo ficou o candidato do PPL, Antônio Uedson da
Silva, com 1min25seg.
http://www.jangadeiroonline.com.br
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