Além dessas ofertas, já confirmadas, novos concursos estão em pauta.
Acabaram,
no dia 3 de abril, as inscrições do concurso para agente e
papiloscopista da Polícia Federal. Mas este não será o único concurso
realizado pelo órgão em 2012. Junto com as 600 vagas disponibilizadas
nessa seleção, foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão (MPOG) outras 600 oportunidades. De acordo com a
assessoria do órgão, os novos editais para delegado (150), perito (100) e
escrivão (350) devem ser divulgados entre abril e maio, para que seja
possível iniciar o curso de formação em janeiro de 2013.
No final
de 2008, o então presidente Lula sancionou lei que criava 2.000 vagas. O
concurso de 2009 disponibilizou 600 e os concursos de 2012 somarão
outras 1.200 vagas, totalizando 1.800 cargos providos. Ficam faltando
ainda 200 cargos previstos na lei sancionada em 2008. E autorizações
para novos concursos podem sair ainda este ano.
Contingente insuficiente
Polícia Federal lançará edital em maio
Presidente do sindicato dos policiais federais defende reestruturação e valorização da carreira de policial federal
No
dia 5 de abril, o presidente da Federação Nacional dos Policiais
Federais (Fenapef), Marcos Wink, levou ao MPOG uma pauta de
reestruturação e valorização da carreira de policial federal. De acordo
com Wink, as prioridades do encontro foram a questão salarial, o
reconhecimento através de legislação da atividade cotidiana do policial
federal e o aumento do efetivo. "Não há como cobrar um ótimo desempenho
se não há recursos".
Outro problema ao qual Wink roga atenção é a
terceirização na Polícia Federal: "É um problema seríssimo". Para ele, a
melhor solução seria o que chama de "gatilho". "Fazer um levantamento.
Abriram 100 vagas? Aposentadoria, exoneração, etc? Abre concurso para
preencher essas 100 vagas", exemplifica. Em resumo, ele adverte que fica
difícil com o atual efetivo do órgão dar conta de tantas demandas.
O
presidente da Fenapef admite, no entanto, que houve melhoras nos
últimos dez anos: "Havia um contingenciamento no governo FHC, mas o Lula
investiu na Polícia Federal". Wink adverte, porém, para o excesso de
burocracias que evitam que as melhorias sejam ainda mais visíveis.
Plano de fronteiras
Um
exemplo do entrave burocrático é a implementação do "plano de
fronteiras" que tem sido pauta assídua de deputados e senadores nos
últimos meses em plenário, mas não avança no MPOG que detém a palavra
final na matéria. O principal tópico do plano é a criação de um
"adicional de fronteira" como via de estímulo para aqueles que trabalham
nessas regiões.
Um agente que trabalha em um grande centro
urbano como Rio de Janeiro e um que atua em região fronteiriça no Acre
recebem o mesmo salário. "É um desprestígio", argumenta Wink. "O cara
não pode levar a família para lá; as vezes porque não tem uma escola
para a filha. Precisa viajar para rever a família e ainda é preciso
levar em consideração a péssima qualidade de vida". Segundo Wink, o
espírito da proposta já foi compreendido pelo MPOG, falta colocar no
papel.
A Copa vem aí
Outra preocupação é a
proximidade da Copa do Mundo. Se falta pessoal para as atividades
rituais da Polícia Federal é inegável que haverá desamparo para a
atuação do órgão em um evento dessa magnitude. No início do mês, o
senador Morazildo Cavalcanti (PTB/RR), em discurso em plenário, apelou
atenção à questão. Ele defendeu a reestruturação urgente na Polícia
Federal, tanto admitindo mais policiais como também capacitando melhor
esses profissionais. Essas pressões devem resultar em autorizações de
novos concursos.
Além dos cargos autorizados, há pressão para que novos concursos aconteçam
VALORES
600
oportunidades estão autorizadas, aguardando apenas a publicação do
edital. As chances serão para delegado (150), perito (100) e escrivão
(350)
13 mil reais é o salário para as funções de delegado e
perito. No caso de escrivão, a remuneração é de R$ 7.514,33. Os valores
podem aumentar após a promoção