quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPI das Fake News deve ser instalada em agosto no Congresso

O Senado começa o segundo semestre com a previsão de instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar a veiculação de notícias falsas. O requerimento para a criação do colegiado foi aprovado na última sessão do Congresso Nacional, no dia 3 de julho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — que também preside o Congresso — já pediu aos líderes que indiquem os nomes dos integrantes da comissão, que será chamada de CPI Mista das Fake News.
A comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados, além de igual número de suplentes. A CPI terá 180 dias para investigar a criação de perfis falsos para influenciar as eleições do ano passado e ataques cibernéticos contra a democracia e o debate público. A prática de ciberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.
Enfrentar o volume e as consequências das fake news é uma tarefa complexa, por se tratar de um sistema amplo que envolve pessoas com conhecimento técnico sobre o funcionamento de plataformas (como WhatsApp, Twitter, Facebook e Google) para promover artificialmente a desinformação. São comentadores pagos, exércitos de trolls (usuários que provocam e desestabilizam emocionalmente outros na internet), pessoas ou empresas que controlam centenas de contas com perfil falso em redes sociais e atuam de forma coordenada para compartilhar essas informações.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) advertiu sobre os perigos das notícias falsas, ao citar as campanhas contra a vacinação, com prejuízo para a saúde pública.
— Muita gente deixou de vacinar no Brasil. Saíram dizendo que vacina faz mal. Tudo isso foi muito divulgado e traz consequências sérias. Está aí o resultado: a volta do sarampo, da catapora, que é doença que a gente tinha erradicado e agora retorna por falta de vacina.
A influência das fake news na sociedade, potencializada pela internet, está levando também à desqualificação dos veículos tradicionais de imprensa e dos profissionais da comunicação. Para o senador Carlos Viana (PSD-MG), que é jornalista, trata-se de um risco para a manutenção da democracia.
— As notícias falsas atendem a interesses escusos e obscuros e levam as pessoas, muitas vezes, a cometerem erros. Vamos mostrar aos cidadãos que a política é o caminho certo para que os desafios do país sejam resolvidos. Fora da política, não há democracia, não há justiça, não há equilíbrio no país, inclusive na distribuição de riquezas — destacou.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) ressalta que política não se faz mais “com palanque e oratória”, mas que o avanço da tecnologia nem sempre privilegia a verdade dos fatos.
— Na última eleição, vivenciamos mentiras sendo propagadas pelos celulares, que doutrinaram as pessoas. A pessoa pode ser de direita ou de esquerda, mas para propagar as suas ideias, precisa ter transparência e qualidade de informação, seja ela qual for — resumiu.

Brumadinho

No primeiro semestre, uma outra CPI funcionou no Senado, desta vez para investigar o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. O relatório final da comissão, apresentado pelo senador Carlos Viana no início de julho, pediu o indiciamento de 14 pessoas pelo crime de homicídio com dolo eventual. O desastre ocorrido em janeiro deixou 248 mortos e 28 desaparecidos.
O engenheiro Fábio Schvartsman, presidente da Vale na época da tragédia, encabeça a lista de indiciados. Além de homicídio, ele pode responder por lesão corporal culposa, destruição culposa de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica e poluição culposa que provoca a morte de fauna e flora. Somadas, as penas podem chegar a sete anos de prisão.
Carlos Viana recomenda os mesmos indiciamentos para outros 11 funcionários da Vale e dois engenheiros da empresa Tüv Süd, Makoto Namba e André Jum Yassuda. A empresa terceirizada foi responsável por um laudo que atestou a segurança da barragem de Brumadinho.
Além das pessoas físicas, o relator sugere o indiciamento das empresas Vale e Tüv Süd.
— A Vale é uma empresa que precisa repensar a questão do lucro acima da vida das pessoas. Então, a partir de agora, não só a Vale, mas grandes grupos que trabalham com impactos ambientais, vão ter que repensar a sua atuação diante das reações internacionais a esse tipo de evento — avaliou Carlos Viana.
O relator sugere também a apresentação de três projetos de lei. A primeira proposição confere mais segurança às barragens de rejeitos de mineração. O texto proíbe o licenciamento ambiental de novos equipamentos e estabelece prazo de dez anos para a desativação dos já existentes ou em fase de construção.
O projeto prevê ainda a criação da Taxa de Fiscalização de Segurança de Barragens de Rejeitos, que deve ser paga pelo empreendedor à Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor depende do volume de barragens de rejeitos e pode variar de R$ 5 mil a R$ 120 mil.
A segunda proposição estabelece a criação de dois tipos complementares de tributação: royalties e participação especial. A primeira cobrança incide sobre o valor bruto da produção, enquanto a segunda se refere à receita líquida obtida em cada mina. De acordo com esse sistema, todos os empreendimentos pagam royalties, mas a participação especial recai apenas sobre aqueles com grande produção. A alíquota máxima será de 40%.
A terceira proposta endurece as penas e tipifica novos crimes ambientais. A legislação em vigor prevê punição de um a quatro anos de reclusão para casos de poluição. O projeto sugerido pelo relator eleva a pena para oito anos se o crime provocar “desastre ecológico de grande proporção ou que produza estado de calamidade pública”. Se provocar morte humana, a punição pode ser aplicada em dobro.
O texto considera crime “dar causa a rompimento de barragem”. A pena é de dois a cinco anos mais multa, mas pode chegar a oito anos se o crime tornar a área imprópria para a ocupação humana; provocar mortandade de animais ou destruição significativa da flora; causar poluição que impeça o abastecimento de água; causar prejuízos ao patrimônio histórico-cultural; ou afetar o modo de vida de populações indígenas e comunidades tradicionais.
O projeto também eleva o valor de multas aplicadas a quem violar as leis de uso, proteção e recuperação do meio ambiente. Na legislação em vigor, elas vão de R$ 50 a R$ 50 milhões. Viana recomenda valores que variam de R$ 2 mil a R$ 1 bilhão.
Presidente da Comissão do Meio Ambiente (CMA), o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) entende que o trabalho da CPI de Brumadinho atendeu as expectativas.
— A proposta é da criação de um modelo que impeça vínculo econômico direto entre a empresa que faz a auditoria e a empresa avaliada. Considero perfeito isso. É evidente que o modelo atual não está funcionando e não garante a isenção necessária para atestar a segurança. O Estado fica na inércia de omissão e as tragédias vão se sucedendo. Temos quase 800 barragens no país, com apenas 16 fiscais. É preciso uma reestruturação administrativa por parte do governo para que se fiscalize adequadamente a atividade — opinou.

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Prefeito reativa Conselho de Política sobre Drogas e empossa 28 membros

O prefeito Naumi Amorim empossou nesta quinta-feira (25/7) os 28 membros do Conselho Municipal de Política sobre Drogas de Caucaia, o Compod. A solenidade aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME), no Centro, e marcou o início das atividades do colegiado pelos próximos dois anos.
O Compod atuará na fiscalização e no apontamento de diretrizes para a Prefeitura ter frentes de trabalho no tocante ao uso de entorpecentes. “O Governo, por intermédio da Secretaria da Segurança, tem feito investimentos importantes na repressão. Nós agora vamos ajudar na prevenção”, declarou Naumi.
Formado por 12 representantes do poder público municipal, dois vereadores e 14 de entidades da sociedade civil organizada, o Conselho foi reativado por Naumi e tratará de demandas referentes a drogas lícitas e ilícitas. “Caucaia tem sofrido com as drogas e perdido muitos jovens pra ela. O Compod é um órgão de controle social que vem para nos apontar caminhos”, detalha a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Danielle Alexandre.
O colegiado é vinculado à SDS. “Esses 28 membros assumem hoje uma grande responsabilidade, porque nem todo mundo quer trabalhar com esse tema, que é tão delicado. Mas a SDS dará total apoio ao Conselho. Esse é um momento muito importante para Caucaia”, acrescentou a gestora.
As reuniões do Compod acontecerão mensalmente. “Nós temos que orientar a população. Porque o álcool, que é uma droga lícita, tem esfacelado muitas famílias, e as drogas ilícitas têm dizimado jovens, que muitas vezes entram por curiosidade. A ideia é que o conselho visite escolas e comunidades terapêuticas”, adianta o assessor governamental da Prefeitura, Daniel Gadelha.
REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Titular: FERNANDA DICÉLIA VIANA SILVA
Suplente: DANIEL KALLEB MENDONÇA

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
Titular: SARAH LIMA VERDE DA SILVA
Suplente: MÁLBIA OLIVEIRA ROLIM BARBOSA

SECRETARIA MUNICIPAL DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Titular: FRANCISCA HELENA BARBOSA DUARTE
Suplente: JOELMA MARTINS FERREIRA

SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO E CULTURA
Titular: FRANCISCO EDILSON FERREIRA
Suplente: GLEISON MAYEK OLIVEIRA DOS SANTOS

SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTE E JUVENTUDE
Titular: RITA DE CÁSSIA BEZERRA DE OLIVEIRA SANTOS
Suplente: ANA LÚCIA QUINTO ALVES

SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO, EMPREGO E EMPREENDEDORISMO
Titular: ALEXANDRE DE LIMA FONSECA
Suplente: FRANCISCO ALBERTO CARNEIRO

CÂMARA MUNICIPAL DE CAUCAIA
Titular: VEREADOR JOÃO ANTÔNIO DE ANDRADE (PASTOR JOÃO ANDRADE)
Suplente: VEREADOR JOSÉ WALBER ANDRADE SALES FILHO (RATINHO CABRAL)

REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA
REPRESENTANTES DE ENTIDADES RELIGIOSAS
TITULAR: BISPA CRISTIANE SILVA RAMIRES – IGREJA APOSTÓLICA LEÃO DE JUDÁ
SUPLENTE: PASTOR GERALDO SIMPLÍCIO DE OLIVEIRA – MISSÃO RESGATE

REPRESENTANTE DOS USUÁRIOS
TITULAR: WERTAN GOES PINHEIRO GUERRA
SUPLENTE: PAULO SERGIO RODRIGUES DOS SANTOS

REPRESENTANTE DE ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS
TITULAR: DIANE BEZERRA FONTANELE – INSTITUTO ATOS
SUPLENTE: KILVIA HERBENE ALBUQUERQUE LIMA – AMOR QUE CURA

REPRESENTANTE DE COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
TITULAR: AUGUSTO HUDSON BARRETO TAVARES – ATOS VIDA
SUPLENTE: GLEIDSON CAVALCANTE BRAGA – CASA DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS PENIEL FACE DE DEUS

REPRESENTANTES DOS CONSELHOS DE DIREITOS
TITULAR: DOMINGOS CORREA OLIVEIRA
SUPLENTE: MARIA JOSÉ DA COSTA ARAÚJO

REPRESENTANTES DE FAMILIARES DE USUÁRIOS
TITULAR: TIAGO ARAGÃO PEREIRA
SUPLENTE: NATALY DA SILVA GOMES

REPRESENTANTES DE EX-USUÁRIOS
TITULAR: RAIMUNDO NONATO CARDOSO GOMES
SUPLENTE: FERNANDO RODRIGUES DOS SANTOS

FGTS: Governo divulga calendário de saque-aniversário

O Governo Federal divulgou, nesta quinta-feira (25), o calendário de saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2020. A nova categoria criada permitirá pagamentos anuais para aqueles que possuem dinheiro na conta.
O cronograma funciona de acordo com a data de aniversário do beneficiário. Foram anunciados apenas os meses de quem nasceu no primeiro semestre. As datas para quem nasceu no segundo semestre ainda não foram divulgadas.
 O saque-aniversário só será válido para aqueles que optarem por receber parte do FGTS anualmente. Os interessados pela nova modalidade deverão informar a decisão à Caixa econômica a partir de outubro deste ano.
 De acordo com o Ministério da Economia, a adesão ao novo modelo não é obrigatória. Caso o beneficiário não comunique a intenção de migrar para o saque-aniversário à Caixa, ele continuará na regra anterior.
DN

Carro fica destruído após condutor bater em mureta na Caucaia

Um carro de passeio ficou parcialmente destruído após condutor bater veículo em mureta na Avenida Ulisses Guimarães, em Caucaia. De acordo com populares, o motorista cochilou e perdeu o controle do carro.
O acidente aconteceu no sentido Caucaia- Fortaleza por volta das 7h desta quinta-feira (25). Uma das faixas da via ficou bloqueada. Policiais Militares foram acionados para o local. 
Ainda segundo moradores, o motorista Paulo Vinicius, de 25 anos, estava indo trabalhar e após o impacto da colisão ficou sentido fortes dores no abdômen. 
O condutor foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade hospitalar. 

DN

70 vagas no Sine Municipal nesta quinta-feira (25)

https://www.caucaia.ce.gov.br/admin/view/noticia/img/20190725090600vaga_emprego_sine.jpg 
O Sine Municipal de Caucaia está nesta quinta-feira (25/7) com 70 vagas de emprego ofertadas por empresas parceiras da Prefeitura. Todas as oportunidades são para quem já tem cadastro no órgão e há casos nos quais a experiência obrigatoriamente deve ser comprovada.
As vagas são: segurança de evento (20), vendedor porta a porta (10), fiscal de piso (5), cobrador de transportes coletivos (5, todas para pessoas com deficiência), cumim (5), mecânico de máquinas pesadas (4), eletricista de instalações de veículos (2), analista de desenvolvimento de sistemas (1), auxiliar de linha de produção (1, para pessoa com deficiência), barman (1) e borracheiro (1).
E mais: empregado doméstico de serviços gerais (1), governanta de hotelaria (1), jornalista (1), lubrificador de máquinas (1), mecânico de auto em geral (1), motofrentista (1), motorista de caminhão (1), operador de jato de água em minas (1), operador de ponte rolante (1), supervisor de serviços gerais (1), técnico automotivo (1), técnico de manutenção elétrica (1), técnico de programação e controle (1) e técnico químico (1).
Interessados devem dirigir-se à sede da Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Setem), órgão ao qual o Sine de Caucaia é vinculado. É obrigatória a apresentação de CPF/RG e Carteira de Trabalho.
SERVIÇO
SINE MUNICIPAL
ONDE:
rua Coronel João Licínio, nº 517, no Centro, das 8 horas às 14 horas.

Pauta feminina avançou no Senado no primeiro semestre de 2019

O Senado aprovou diversos projetos da pauta feminina no primeiro semestre de 2019. São proposições que garantem, por exemplo, acesso das mulheres marisqueiras às políticas públicas disponíveis para a atividade pesqueira no Brasil (PLC 47/2017); vagas em escolas da educação básica mais perto de casa para filhos ou dependentes de mulheres vítimas de violência doméstica (PL 1.619/2019); igualdade no valor de premiações para homens e mulheres em competições esportivas que envolvam recursos públicos (PLS 397/2016); e aplicação de multa para empresas que praticam discriminação salarial (PLC 130/2011).
A senadora Leila Barros (PSB-DF) destaca o mérito das propostas aprovadas. A parlamentar cita a sessão deliberativa de 12 de março, quando foram aprovadas propostas como o PLS 514/2015, que assegura o direito das mães de amamentar em local público ou privado sem sofrer qualquer impedimento.
Na mesma sessão, o Senado aprovou o PLS 282/2016, que obriga os condenados por violência doméstica e familiar a ressarcir os cofres da Previdência Social por benefícios pagos às vítimas agredidas em decorrência desses crimes (como licenças médicas), ressalta a senadora.
Leila também considera uma vitória a sanção da Lei 13.827, de 2019, oriunda do PLC 94/2018, que altera a Lei Maria da Penha para dar mais poder a autoridades do Judiciário e policiais na adoção de medidas protetivas às vítimas de violência doméstica.
— Todas essas ações mostram que a bancada feminina no Senado está unida na aprovação dessas pautas e para desenvolver ações que resultem em políticas públicas fortalecedoras da emancipação da mulher — avalia.

Sintonia

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS) afirma que o maior ganho foi a sintonia entre os parlamentares.
— Nós conseguimos sensibilizar os senadores do sexo masculino e, com isso, tudo ficou mais fácil.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também comemorou a aprovação das propostas, frisando que a bancada feminina tem avançado em diversas frentes.
— Impedimos retrocessos, como a eliminação de cotas para mulheres na política, e progredimos no endurecimento da pena para o homem agressor, por exemplo. São pontos importantes, frutos de um entendimento conjunto do presidente da Casa [senador Davi Alcolumbre] com a presidente da CCJ, cujo papel é preponderante para avançarmos nos projetos desta natureza.
Embora considere louvável a aprovação de matérias em benefício das mulheres, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) defende uma atenção dos parlamentares também voltada para outros grupos da sociedade.
— Direitos humanos são para todos. E a gente precisa envidar esforços também em favor dos demais vulneráveis, como as crianças e os idosos, cujas estatísticas de violência e abandono também são chocantes.
Já a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) pondera sobre a necessidade de atuação feminina em áreas como orçamento e tributação, por exemplo. Esses “também são assuntos de mulher”, defende:
— A gente pode fazer muito mais. Somos minoria, mas nosso olhar é muito mais amplo do que simplesmente sobre as questões de empoderamento, e o mundo todo já acordou para isso.

Segundo semestre

Tramitam no Senado mais de 50 projetos da bancada feminina. Leila Barros adianta que, após o recesso parlamentar, pretende articular a aprovação do máximo de proposições possíveis, não só no Senado, mas também na Câmara dos Deputados.
— Temos mantido o diálogo com as deputadas e os deputados para dar celeridade à pauta das mulheres, que é uma pauta de todos. Sem lado nem partido.
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Com privatização da BR, mercado espera preços mais competitivos

Um fato relevante publicado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite da última terça-feira (23) anunciava o início de uma nova etapa na trajetória da BR Distribuidora, subsidiária de distribuição e venda de combustíveis e lubrificantes da Petrobras SA. A venda de 30% de pouco mais de dois terços das ações representa a privati-zação da empresa, que agora tem 58,7% de suas ações pulverizadas no mercado.
Mas quais efeitos o consumidor final deve sentir a partir da operação? Na avaliação do consultor na área de Petróleo e Gás Bruno Iughetti, a mudança na composição acionária deve resultar em uma otimização no setor, e isso também significa preços mais competitivos.
"A Petrobras vai ter que ser uma empresa mais competitiva e isso vai refletir nos preços finais de produtos comercializados. Hoje, há uma concentração concorrencial nas mãos da companhia e, evidentemente a venda deixará o mercado mais equilibrado e mais voltado à busca de eficiência. A BR vai ficar mais competitiva e tudo isso vai refletir nos preços finais dos produtos comercializados", explica Iughetti.

O consultor na área de Petróleo e Gás destaca que a operação faz parte de uma programação de desinvestimentos da companhia e vê como positiva a retirada do setor de distribuição e revenda.
"A companhia tem que manter o seu foco na área de exploração e produção de petróleo, principalmente em relação ao Pré-Sal. Essa movimentação faz parte de um plano de desinvestimento da companhia em atividades que não são sua verdadeira vocação, como é o caso da distribuição e revenda", detalha Bruno Iughetti.
Já o consultor internacional em energia Expedito Parente Junior pondera que alguns outros pontos também devem ser levados em consideração. Ele ressalta que, de fato, quando o número de players em um determinado setor cresce, a expectativa de uma competição ainda maior acompanha o movimento.
Entretanto, ele destaca que já não existia mais um monopólio da BR. "A operação não reestrutura o setor. O elo de distribuição já era diverso, com várias redes distribuidoras de capital privado, inclusive regionais e locais", frisa.
De acordo com os dados sobre abastecimento de combustíveis mais recentes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a BR Distribuidora detém 17,6% de participação de mercado no Brasil.
A maior parte dos postos de combustíveis no País é de bandeira branca (44,1%). Próximo à fatia da BR, aparecem Ipiranga (13,9%); Raízen (Shell e Cosan), com 11,4% e outras (8,2%). Aparecem, em seguida, Alesat (2,8%); Sabbá (1%) e SP (1%).
"Eu não vejo grandes modificações, mas uma expectativa maior de mais investimentos, o que acaba trazendo algum benefício, especialmente em qualidade do serviço prestado ao consumidor. A qualidade do produto e os preços são definidos muito mais pelo refino", pondera Expedito Parente Junior.
Refino
Assim, conforme o consultor, uma mudança no elo de refino da companhia representaria uma reconfiguração de mercado mais visível. "Se isso fosse no refino, aí sim haveria uma mudança estrutural, porque hoje praticamente 100% do refino é da Petrobras. Há um monopólio e isso permite ao Governo controlar os preços", diz Parente Junior.
Ele lembra que isso, por um lado, representa uma vantagem. Como estatal e com o controle majoritário do Governo, a Petrobras fica menos exposta às grandes flutuações de preços do petróleo no mercado internacional. Por outro lado, há uma desvantagem.
"É natural que um setor monopolizado tenha menor capacidade de investimento e menor eficiência em relação a um setor com grande competitividade entre os players", explica Expedito Parente Junior.
O assessor econômico da presidência do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José Costa, não vê grandes impactos da medida a curto e médio prazo, mas visualiza uma concorrência mais acirrada entre as empresas distribuidoras no futuro.
"A curto e médio prazo, não vejo nenhuma repercussão. Mas a longo prazo, o varejo deve presenciar uma concorrência mais acirrada. A empresa deve passar a ter mais condições de concorrer com grandes empresas nacionais e com multinacionais. O consumidor deve sentir a melhora na prestação de serviços prestados por essas empresas e também nos preços", analisa.
Mercado
A disponibilização das ações da BR Distribuidora vai colocar nos cofres da Petrobras R$ 8,6 bilhões. A petroleira detinha 71,25% do capital da empresa antes dessa operação. A estatal fechou a venda de quase 350 milhões de ações por R$ 24,50 cada uma. Com isso, agora a Petrobras SA passou a deter 41,25% das ações da BR distribuidora.
Bolsa
O assessor de investimentos Thomaz Bianchi explica que o mercado se mantém neutro diante da operação e que não há grandes impactos em termos de negociações na Bolsa brasileira. Sobre o valor das ações, ele avalia que não representa uma "extrema desvalorização" ante o preço que os papéis valem.
"É um preço muito justo, é tanto que as cartas da recomendação da XP Investimentos e Eleven Financial são neutras, porque não há um prêmio tão interessante em relação a isso. Não é um valor injusto. Não é um setor monopolizado", explica Bianchi.
De acordo com o relatório da XP, o preço-alvo (potencial de valorização) é de R$ 30. Em um cenário mais negativo, as ações podem chegar a R$ 24, o que representaria a perda de R$ 0,50 por ação.
Mercado
Desde que abriu capital em dezembro de 2017, a BR distribuidora se valorizou 80%, indo de R$ 19,9 bilhões a R$ 31,5 bilhões em valor de mercado. No processo, a BR superou a concorrente Ultrapar, da rede de postos Ipiranga. Mas a ultrapassagem se deveu mais a perda de valor da concorrente do que à própria valorização.
Na época do IPO (Oferta Inicial de Ações) da BR Distribuidora, a Ultrapar valia R$ 40,7 bilhões. Hoje, a empresa tem capitalização de mercado de R$ 22,7 bilhões. Segundo dados da Economatica, a Ultrapar supera a BR em valor de caixa, com R$ 6,4 bilhões versus R$ 3,85 bilhões. O total da dívida da primeira, no entanto, é quase o triplo do que o total da segunda, com R$ 16,5 bilhões contra R$ 6,35 bilhões.
A venda de ações da Petrobras foi um dos vetores da alavancagem da empresa. Desde que a operação foi anunciada, em abril, a BR se valorizou 18,88%. Ontem, as ações tocaram sua máxima histórica, a R$ 27,63, e fechou a R$ 26,32, alta de 1,19%.

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Salário médio no interior é quase metade do pago na RMF

"A Região Metropolitana de Fortaleza concentra a maioria significativa dos empregos, bem como as empresas maiores. O que nós observamos é que, no interior, predomina muito a agricultura familiar, pequenos negócios, empregos que pagam apenas um salário mínimo, que faz com que a média de rendimentos caiam. O mercado de trabalho no interior também está muito relacionado à informalidade. É muito comum encontrar empresas com porte até relativo, mas ainda com funcionários sem carteira assinada, porque não são fiscalizadas. A falta de fiscalização faz com que o Ceará tenha um mercado de trabalho com taxas altas de empregos com péssimas condições. E se pegarmos essa comparação entre homens e mulheres, o cenário complica ainda mais. Esse tipo de vínculo sem cobertura de nada é o carro-chefe do mercado no Ceará", avalia Reginaldo Aguiar, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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