quinta-feira, 1 de agosto de 2019

PM é preso por intimidar testemunha e vítima de tortura

A Justiça cearense determinou, ontem, a prisão preventiva do tenente da Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE) Leonardo Jader Gonçalves Lírio. O servidor é acusado de torturar um adolescente, há quase um ano. Segundo o Poder Judiciário, o PM foi preso por ter intimidado uma testemunha e a vítima do crime.
Consta na decisão que no último mês de julho o tenente intimidou uma testemunha. Quando a mulher foi até a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD), Jader teria ficado dentro de um veículo, estacionado em frente ao local. Também foi relatado às autoridades que o acusado foi até a casa da vítima das torturas com a finalidade de ameaçar o adolescente e, depois, policiais teriam passado em frente à casa da mãe da testemunha fazendo ameaças.
Nessa terça-feira (30), o Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) do Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a prisão preventiva após receber documentos dando notícia dos fatos.
Para o Poder Judiciário, diante das supostas ameaças e intimidações atribuídas ao acusado "a medida cautelar de afastamento não se mostra isoladamente suficiente para assegurar a livre produção das provas e a própria integridade das testemunhas. As atitudes demonstram a necessidade de aplicação de medida mais restritiva, que de fato assegure o transcurso normal da instrução processual, livre de influências, revelando-se ser a prisão preventiva no momento a única medida apta para tal finalidade".
A defesa do tenente tentou revogar a prisão preventiva ontem logo quando proferida a decisão, porém, o juiz indeferiu o pedido e destacou que a prisão permanece sendo conveniente para a instrução criminal. O militar foi detido ainda na audiência e encaminhado para o Presídio Militar.
Na decisão, foi designado que, no próximo dia 28 deste mês, aconteça oitiva das testemunhas arroladas pela defesa. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado que representa o tenente, porém, nenhuma das ligações foi atendida.
Caso
Além de Lírio, os cabos Jean Claude Rosa dos Santos e Carlos Henrique dos Santos Uchoa, e o sargento José Alexandre Sousa da Costa também foram denunciados por tortura comissiva e omissão perante tortura. A investigação aponta que a tortura aconteceu no dia 28 de agosto de 2018, no bairro Bela Vista, em Fortaleza.
Os policiais estavam em diligência buscando drogas e armas escondidas em um terreno baldio. Na ocasião, foram encontradas 500 gramas de crack e seis pessoas foram presas. A tortura foi filmada e o vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. As imagens mostram dois policiais participando diretamente da tortura, enquanto os dois observam e continuam as buscas.
Em março deste ano, os quatro policiais foram afastados das funções e denunciados pelo Ministério Público. Ainda neste mês de julho, foi publicado no Diário Oficial do Estado que Carlos Henrique, José Alexandre e Jean Claude poderiam voltar às funções administrativas, com a restrição ao uso e o porte de arma de fogo.

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Digitalização de serviços bancários reduz espaço de agências físicas

A digitalização dos processos bancários tem sido apontada como a principal causa para o surgimento de programas de demissão voluntária (PDVs)em algumas instituições. Nesta semana, o Banco do Brasil e o Itaú Unibanco anunciaram seus planos. A Caixa já estava com um processo de PDV em andamento, interrompido devido à liberação do saque de parte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Banco Central, desde 2016, quase duas mil agências foram fechadas no País.
Para os clientes de bancos, fica o questionamento. Será possível realizar todos os serviços feitos exclusivamente nas agências físicas pela internet? Muitas instituições já oferecem serviços que antes o usuário encontrava apenas na agência. Exemplo disso é a abertura de conta pelo celular ou mesmo a transferência para contas no exterior. Há ainda serviços de câmbio e consultorias personalizadas.

Segundo a entidade, o número de transações bancárias feitas pelo celular em 2018 cresceu 24% em relação ao ano anterior. "Hoje, a cada 10 transações, com ou sem movimentação financeira, 6 são feitas por meio digital. Em 2018, 2,5 bilhões de pagamentos e transferências foram realizados por mobile banking, que, pela primeira vez, superou o internet banking na preferência do brasileiro".
O Banco do Brasil (BB) informou em nota que "praticamente a mesma gama de serviços que eram realizados em agências físicas podem ser realizados de forma online". Já o Santander disse que "há a oportunidade de escolha do canal do banco com o qual clientes queiram se relacionar". O banco ressalta ainda que permite que os clientes se 'autoatendam' nos produtos e serviços com que possuem mais familiaridade.
Fatores
Cada vez mais comum no Brasil, o fechamento de agências físicas é visto com preocupação pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, que avalia que essas instituições devem cumprir papéis sociais. "A redução de agências tem a ver com movimentos de adequação tecnológica de alguns sistemas, de adequação de quadro para implantar sistemas que não vão exigir a mesma quantidade de funcionários". Ele aponta que, só no primeiro semestre, o Ceará perdeu 183 postos de trabalho nas agências.
"Nós tivemos redução de agências na quantidade de trabalhadores. Algumas funcionam com poucos funcionários, com redução no horário de atendimento. Isso traz prejuízo ao atendimento. Além de que os bancos privados não têm tido atuação de abrir agências no interior".
O consultor econômico Henrique Marinho, porém, avalia que o movimento tecnológico é uma tendência mundial. "A inovação leva a uma menor utilização de mão de obra física. Normalmente, essas demissões voluntárias estão acontecendo nas estatais e nos bancos públicos porque eles têm uma mão de obra mais qualificada, com salários mais elevados. É uma estratégia fazer a mudança de pessoas que têm muito tempo de serviço para chamar novos concursados com salários menores".
O BB informou que não reduziu o número de agência no Ceará entre julho de 2018 a julho de 2019. O banco possui 190 dependências no Estado, em 146 municípios.
O Santander disse que está na contramão do mercado e abrindo agências. No Ceará, o banco aumentou em 15% o número de funcionários em julho, ante igual período do ano passado. Além disso, abriu mais três agências neste período e diz que vai inaugurar mais quatro neste ano.
Caixa, Banco do Nordeste e Bradesco não informaram sobre possíveis reduções no quadro de funcionários e agências. O Itaú disse que as informações são estratégicas e que também não se manifestaria.

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Prefeito recebe vice-governadora e debate projetos de melhoria da rede de ensino

O prefeito Naumi Amorim recebeu nesta quarta-feira (31/7) a vice-governadora do Ceará, professora Izolda Cela. O encontro aconteceu no gabinete do gestor, no Itambé, contou com a presença da primeira-dama Erika Amorim e teve como pauta o estreitamento de laços entre a Secretaria de Educação de Caucaia e a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) para a elaboração de análises estatísticas especializadas e projetos no intuito de melhorar ainda mais os índices da rede municipal de ensino.
Izolda foi apresentada às principais medidas implementadas pela Prefeitura nos últimos dois anos e meio. “Melhoramos muitos serviços e a estrutura de muitas escolas, mas temos consciência de que precisamos fazer mais porque durante vários anos a Educação do município ficou praticamente abandonada. As escolas eram galpões de crianças e não havia qualquer preocupação com o ensino desses meninos”, afirmou Naumi.
Os cinco eixos do programa executado pela Prefeitura para melhoramento de índices, cujas intervenções abrangem todas as seis regiões de Caucaia, foram expostos à vice-governadora. O município tem a segunda maior rede de ensino do Ceará, com 187 unidades educacionais e mais de 55 mil alunos.
“Quando a criança fracassa e percebe, isso gera nela um desestímulo e mexe com a subjetividade dela, porque ela se sente menor. E isso afeta o processo de aprendizagem. É preciso dar o máximo de autonomia para as escolas, mas também fazer um monitoramento qualificado, observando o que precisa ser observado”, afirmou Izolda Cela.
Secretária municipal de Educação, a professora Camila Bezerra destacou os projetos para correção de fluxo (alinhar idade e série cursada pelos alunos), combate à evasão escolar e de reforço em Língua Portuguesa e Matemática.
“A gente precisa dar a Caucaia um olhar especial, pois o município é muito diverso em povos, geografias e territórios. Tenho certeza de que estamos no caminho certo porque nossa equipe é muito boa e está trabalhando muito. Mas todos sabemos que educação é algo que dá resultados a médio ou longo prazo. O que temos aqui é que plantar uma semente. Essa parceria com o Estado é pra isso”, disse Camila.
Para a vice-governadora, há na Prefeitura um ambiente favorável ao diagnóstico de situações e disposição para solucioná-los. Referência nacional em educação, Izolda Cela colocou o setor de estudos estatísticos da Seduc à disposição de Caucaia para o município ter acesso a análises detalhadas de indicadores e, assim, ter ainda mais condições de direcionar projetos aos territórios e séries mais sensíveis.
Os anos iniciais da Educação Infantil e os anos finais do Ensino Fundamental foram apontados pela vice-governadora como os mais delicadas para qualquer gestão municipal. Segundo ela, também é importante submeter os diretores a uma formação continuada.
“Algumas realidades são difíceis de mudar em pouco tempo. Mas nós temos que lutar para melhorar a vida desses alunos. Nós podemos marcar essa geração que está aí e a geração que está chegando”, acrescentou a primeira-dama de Caucaia e presidente da Comissão da Infância e Adolescência da Assembleia Legislativa do Ceará, deputada Erika Amorim.

Senado se aproxima de governadores e aprova projetos relativos ao pacto federativo

No primeiro semestre de 2019, o Senado iniciou uma agenda de aprimoramento do pacto federativo brasileiro. Entre reuniões com governadores e deliberações de algumas matérias, os senadores tentaram construir as bases para atacar o tema com mais foco no segundo semestre, após a conclusão da reforma da Previdência.
O pacto federativo é o arranjo entre União, estados, Distrito Federal e municípios para organizar as obrigações e prerrogativas tributárias entre eles, tendo em vista a distribuição justa e eficiente dos recursos nacionais. O assunto tem relevância especial no Senado porque a Casa é considerada a mesa de negociação entre as unidades da federação, já que todos os estados têm a mesma representação.
Apesar do alto nível de interesse interno, o pacto federativo ficou em segundo plano nos primeiros meses do ano, diante da urgência dada à reforma previdenciária. Segundo alguns parlamentares, atritos políticos remanescentes das eleições também contribuíram para isso.

Projetos

Em abril, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, compareceu à 22ª Marcha dos Prefeitos, evento que reúne em Brasília (DF) os chefes dos Executivos municipais. Ele discursou a favor da descentralização dos recursos e do poder decisório:
— Em minha opinião, devemos sempre priorizar iniciativas que desburocratizem e tornem mais eficientes o repasse de verbas da União.
Na ocasião, Davi destacou duas propostas de emendas à Constituição (PECs) que estavam nas mãos do Senado e poderiam, segundo ele, ajudar nesse objetivo. Uma delas foi a PEC 61/2015, que permite a transferência direta de recursos federais para estados e municípios, através de emendas parlamentares individuais ao Orçamento. Ela foi aprovada pelo Plenário no mesmo dia da Marcha, e remetida para a Câmara dos Deputados, que ainda precisa analisá-la.
A segunda medida pinçada pelo presidente do Senado foi a PEC 34/2019, que torna obrigatória a execução de parte das emendas orçamentárias aprovadas pelas bancadas parlamentares estaduais e que havia sido aprovada na semana anteriorPromulgada no fim de junho, a regra se tornou centésima emenda à Constituição Federal.
O relator da PEC no Senado foi Esperidião Amin (PP-SC). O parlamentar destaca que, na sua origem, a proposta trazia uma ideia ainda mais radical, que, segundo ele, deve ser retomada pelo Congresso no futuro: o orçamento impositivo, ou seja, a obrigação de que o Executivo cumpra a lei orçamentária da forma como ela for aprovada pelo Legislativo.
— Com isso, o Legislativo ganharia responsabilidade, não só autoridade. Deve tomar muito cuidado com a formulação do Orçamento e acompanhar atentamente a sua execução. Isso faz parte do amadurecimento do nosso sistema democrático - afirmou.
Para Esperidião Amin, essa Emenda Constitucional é justa porque fortalece a destinação eficiente do dinheiro à sua finalidade nos estados e municípios. O ministro da Economia, Paulo Guedes, compartilha dessa visão.Ao participar de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no final de março, quando a PEC foi enviada ao Senado, Guedes disse que “tomou um susto” com a aprovação que não estava no radar, mas que via nela um empoderamento dos representantes políticos da população.
— Eu não gosto do carimbo, mas, já que é para ser carimbado, que seja por alguém que foi votado lá embaixo, não pelo governo central. Ninguém mais legítimo para gastar o dinheiro do que um deputado eleito, muito mais do que qualquer ministro — validou Guedes.
Outra decisão tomada pelo Senado neste semestre que diz respeito ao pacto federativo foi a aprovação do projeto que reabre o prazo para que estados possam aderir ao plano que prevê o refinanciamento das dívidas com a União (PLS 163/2018). Serão seis meses adicionais para que os estados entrem na renegociação, que havia sido encerrada no fim de 2017.
O projeto era do senador José Serra (PSDB-SP). Na sua versão original, apenas excluía o pagamento de precatórios (débitos públicos transitados em julgado) do teto de crescimento das despesas correntes anuais dos estados. No entanto, a versão aprovada foi um substitutivo do relator, Otto Alencar (PSD-BA), que trocou a ressalva dos precatórios pelo novo prazo. Foi incluída também uma “válvula de escape” para o teto: caso o crescimento das despesas ultrapasse o limite previsto, os estados terão um tempo para eliminar o excedente (final do terceiro exercício financeiro após a celebração de aditivo).

Novos rumos

Outras medidas do Senado, consideradas mais importantes para enfrentar os desequilíbrios federativos, contudo, ficaram para os próximos meses.
Para o senador Esperidião Amin, as disputas ideológicas que marcaram o período eleitoral transbordaram para o início dos trabalhos do parlamento, preenchendo a pauta de debates e votações com outros assuntos. Mesmo assim, acredita ele, o Senado está em boa posição.
— O primeiro semestre foi muito marcado em temas de costumes, não foi um semestre altamente propositivo, mas o Senado trabalhou. Debateu de forma fragmentada a questão do pacto, não sistematicamente, mas vai dar um passo firme no segundo semestre.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também critica o direcionamento das prioridades, especialmente no que se deveu a iniciativas do governo – como o decreto do porte de armas ou ações dos ministérios.
— Nunca votamos tanto e discutimos tanto, mas a pauta do Executivo atrapalhou.
Randolfe é autor de um projeto que sinaliza para o futuro do pacto federativo dentro do Senado. A PEC 65/2019 torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), cuja vigência se encerra no ano que vem.
A manutenção do Fundeb interessa sobremaneira a estados e municípios, porque é deles a responsabilidade sobre a rede pública do ensino fundamental e do ensino médio. Sem o dinheiro do Fundeb, que tem contribuições da União, a arrecadação desses entes, por si só, não consegue sustentar a estrutura.
— É o Congresso se preocupando com o que o governo não está se preocupando. O Fundeb é a principal fonte de financiamento da educação pública brasileira hoje, e o governo não está nem aí que ele vai acabar no ano que vem – alerta Randolfe.
Também contribuiu para tirar espaço do pacto federativo a discussão da reforma da Previdência, que também envolvia articulação com os estados. O Senado alinhou a sua atuação com os governadores a partir de um encontro, realizado no início de maio, que reuniu os mandatários ou vices de 25 estados. A consolidação do apoio dos governadores à reforma se manifestou, mesmo que de forma discreta, durante a votação da matéria pela Câmara dos Deputados na última semana de atividades. A negociação por esse posicionamento envolveu uma lista de demandas entregue ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que também esteve presente:
Carta do fórum de governadores aos chefes do Executivo e Legislativo
Os governadores dos estados e do Distrito Federal, considerando a necessidade de assegurar a estabilidade financeira dos entes federados, visando à promoção do desenvolvimento social em todas as regiões do Brasil, decidem:
* Reivindicar a implementação imediata pelo governo federal de um plano abrangente e sustentável que restabeleça o equilíbrio fiscal dos estados e do Distrito Federal, a exemplo do já aventado Plano Mansueto;
* Reiterar a importância fundamental de assegurar aos estados e ao Distrito Federal a devida compensação pelas perdas na arrecadação tributária decorrentes da desoneração de exportações, matéria regulamentada na “Lei Kandir”;
* Defender a manutenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, permanente e dotado de status constitucional que atenda às reais necessidades da população brasileira no tocante à educação;
* Pleitear a regularização adequada da “securitização” de créditos dos estados e do Distrito Federal, visando ao fortalecimento das finanças desses entes federados;
* Requerer a garantia de repasses federais dos recursos provenientes de cessão onerosa/bônus de assinatura aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios;
* Apoiar o avanço urgente da Proposta de Emenda à Constituição nº 51/2019 que “altera o art. 159 da Constituição para aumentar para 26% a parcela do produto da arrecadação dos impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados destinada ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências. ”
Na mesma reunião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, explicou o porquê de a reforma da Previdência se colocar como uma prioridade no momento. Segundo ele, a aprovação da proposta garante a estabilidade econômica, que deve preceder a reestruturação do pacto federativo.
— Se queremos efetivamente distribuir a arrecadação, primeiro precisamos ter arrecadação. Por isso a importância da reforma da Previdência, num processo de reequilíbrio das contas do Estado, mas que a gente possa, em paralelo a ela, discutir [os interesses dos estados].
Na ocasião, o entendimento que prevaleceu foi de que um novo desenho do pacto federativo é imprescindível para garantir a sustentabilidade da prestação dos serviços públicos. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, resumiu a preocupação dos seus pares:
— Quem presta efetivo serviço à população são governadores e prefeitos. Isso é um entendimento do governo. Precisamos dar os rumos tanto às reformas do governo federal quanto àquelas que são necessárias aos estados e municípios.
Davi Alcolumbre também falou em “inverter a pirâmide”: mudar a lógica de concentração excessiva de arrecadação na União, o que burocratiza ao extremo a distribuição dos recursos e penaliza estados e municípios. Pensando nisso, o presidente do Senado apresentou, nos últimos dias do semestre, uma proposta de reforma tributária, sobre a qual o Senado deve se debruçar com mais afinco no segundo semestre.
O texto (PEC 110/2019) tem como base uma proposta já existente, em análise na Câmara dos Deputados há 15 anos e aprovada em comissão especial em dezembro. Essa proposta acabou preterida pelos deputados em favor de um novo texto, apresentado neste ano. Davi Alcolumbre preferiu não perder o trabalho realizado sobre a proposta antiga, e ela agora começará a tramitar no Senado, que se torna também a primeira casa revisora. O relator será o senador Roberto Rocha (PSDB-MA).
PEC extingue oito tributos federais (IPI, IOF,CSLL, PIS, Pasep, Cofins, Salário-Educação e Cide-Combustíveis), o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). No lugar deles, serão criados um imposto de competência estadual sobre o valor agregado, chamado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), e um imposto de competência federal sobre bens e serviços específicos, o Imposto Seletivo.
— Não tenho dúvidas que o Senado da República, como Casa da Federação, terá a consciência da importância dessa votação para destravarmos a economia, desburocratizarmos a vida dos brasileiros e simplificarmos as relações em um Estado de dimensões continentais, com muitas portarias, muitos decretos, muitas legislações, uma em cada estado, que enlouquecem a vida dos brasileiros - disse Davi, ao anunciar em Plenário a apresentação da proposta, que contou com o apoio de outros 65 senadores, 80% da composição do Senado.
Ao comentar a iniciativa, o senador Esperidião Amin destaca que, assim como em tudo que se refere ao pacto federativo, cabe ao Senado a primazia de liderar a reforma tributária. As contribuições da Câmara são bem-vindas, segundo ele, mas a responsabilidade maior cabe aos senadores.
— O Senado é a casa da federação. Não estamos usurpando uma atribuição da Câmara, estamos consagrando uma atribuição nossa. A Câmara ocupou um espaço vazio, mas é natural que nós comecemos o processo. Não é uma jactância, é o nosso dever.
Esperidião Amin acredita que o Senado resolverá rapidamente a sua parte na reforma da Previdência, que deve chegar à Casa entre julho e agosto. Depois disso, o semestre será dedicado essencialmente à discussão tributária.

Caucaia aponta menor infestação predial pelo Aedes aegypti registrada no ano

Representantes das secretarias municipais de Saúde, Meio Ambiente, Educação e do Conselho Municipal de Saúde de Caucaia, estiveram reunidos nesta quarta-feira (31/07), na sede da SMS localizada no Centro. O grupo assistiu uma apresentação do terceiro Levantamento de Índice Rápido (Lira) do período de 15 a 19 de Julho, feita pelo setor de Endemias da SMS.
O documento mostra maior redução dos índices de infestação, de IIP em 2%, em uma avaliação de 41 bairros urbanos, distribuídos em 14 estratos de localidades. Durante a pesquisa foram inspecionados 6.233 imóveis, dos quais 123 imóveis apresentaram focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses: dengue, zika e chikungunya. 
“Estamos contentes com o resultado que aponta a menor infestação predial registrada no ano de 2019”, declarou o coordenador de Endemias de Caucaia, Pires Sousa, fazendo referência à comparação aos Liras realizados anteriormente (1° em janeiro com IIP 5%) alto risco e (2°em abril IIP 3%) médio risco. “Com essa constatação, o nível o 3° Lira, apresenta resultados bastantes satisfatório para o efetivo controle das arboviroses”, conclui.
De acordo com comparativo, a redução dos estratos em alto risco chegou a zero no 3°Lira, quando comparado ao 1° Lira, com oito estratos em alto risco, e no 2°Lira com três estratos em alto risco. 
O conjunto das ações integradas é principal responsável pelo nível da redução da infestação predial, já que no 1° Lira, de 21 a 25 de janeiro, o município estava em alto risco, ou seja, “em condições em caso de circulação dos vírus das arboviroses haver um surto, em especial do D2”, disse Sousa. A integração com planejamento reflete a redução do IIP% que depende de ações intersetoriais integradas.
Principais ações responsáveis pelo impacto na redução da IIP%: monitoramento focal nas áreas em alerta; uso do peixe beta de maneira continuada nos depósitos do tipo: Tanques, cisternas e tambores; trabalho integrado com as secretarias de Educação, Assistência Social, Patrimônio, IMAC e Assessoria de Comunicação; trabalho da mobilização social nos bairros em alerta; parceria com a atenção primária mantendo a vigilância nos territórios; monitoramento permanente da vigilância epidemiológica.

Preso um dos suspeitos de roubar arma e atirar em segurança de shopping no bairro Aldeota

A Polícia Civil prendeu um dos suspeitos de participar da tentativa de latrocínio contra um segurança de um shopping na última segunda-feira (29), no bairro Aldeota, em Fortaleza. 
De acordo com informações da Polícia Militar, o funcionário foi rendido, por volta das 21h40, por dois homens armados. O segurança foi abordado quando estava indo desligar uma bomba de água nas instalações do shopping. 
Os assaltantes roubaram a arma do funcionário e atiraram contra ele. A Polícia disse que o segurança estava usando um colete à prova de balas, mas foi atingido no tórax. Ele foi encaminhado para o Instituto Doutor José Frota (IJF).  
 Ainda segundo a PM, durante a ação, as lojas do shopping já estavam fechadas, mas os restaurantes estavam funcionando. Houve muita correria no local. O veículo usado pelos suspeitos foi apreendido. 
 DN

Praia Acessível faz 83 atendimentos no mês de julho

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Durante todo o mês de julho a estação Praia Acessível do Cumbuco prestou 83 atendimentos entre público geral e entidades de reabilitação de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Até o momento já foram contabilizados 233 atendimentos em 2019. A iniciativa faz parte das ações da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (Secult), em parceria com o Governo do Estado.
“O programa foi um sucesso  nesse mês de férias e  alta estação”, destaca o coordenador do Salvamento Aquático de Caucaia, Thiago Pontes. A procura maior foi de idosos (cuja mobilidade é reduzida) e cadeirantes.
Para isso uma equipe multidisciplinar de monitores e guarda-vidas com oito monitores e dois supervisores diariamente disponibilizavam os serviços. No período de férias o atendimento foi estendido com uma equipe de prontidão composta por quatro monitores e dois guarda-vidas.
A estação oferece cadeiras anfíbias para banho de mar, piscinas, mesas, banheiro acessível e itens de segurança. O Praia Acessível consiste em esteiras de 40 metros na faixa de areia que dão acesso ao oceano. Uma equipe formada por monitores, assistentes sociais e enfermeiras está disponível, tendo a parte física da barraca Cumbuco Beach como suporte.
O horário de funcionamento neste mês de agosto retorna a programação normal de quarta-feira a domingo, sempre das 9 horas às 13 horas. Uma equipe com quatro monitores e dois guardas vidas aguardam os visitantes.

SERVIÇO
PRAIA ACESSÍVEL
ONDE: rua da Lagoa do Parnamirizinho, nº 473, no Cumbuco (ao lado da Barraca Cumbuco Beach/Chico do Caranguejo Cumbuco, em frente ao Posto Shell)
MAIS INFORMAÇÕES: (85) 3342.5720.

Acontece TV destaca premiação do Índice de Efetividade da Gestão Municipal

O programa  "Acontece TV", do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE), que vai ao ar nesta quarta-feira (31/07) pela TV Assembleia (canal 31.1), destaca a premiação do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM).
Em agosto, o tribunal de contas cearense realizará solenidade para premiar os municípios que mais se destacaram em 2018 no IEGM e o programa exibirá matéria especial sobre os preparativos do evento.
Outro tema abordado nesta quarta-feira será a política de sustentabilidade do TCE. Na entrevista com o secretário de Administração do órgão, Auriço Oliveira, o telespectador conhecerá as ações sustentáveis já praticadas pelo tribunal, como o Selo TCE Ceará Sustentável e seus novos projetos.
A atualização de dados cadastrais de gestores e ex-gestores de órgãos e entidades municipais e estaduais pelo TCE e a retomada de capacitações pelo interior do Estado com a equipe do TCEduc também serão destaques nesta edição.
O programa aborda ainda o lançamento da nova edição da Revista “Controle - Doutrina e Artigos” que acontecerá durante a 13ª Bienal Internacional do Livro do Ceará, que acontecerá entre os dias 16 e 25 de agosto, no Centro de Eventos, em Fortaleza. Também na agenda, o Núcleo de Educação a Distância (NeaD), do Instituto Plácido Castelo, está ofertando cinco cursos online para o mês de agosto.
Acontece TV vai ao ar nas quartas-feiras, às 20h20, com reprise às segundas-feiras, às 19h15. A produção é da Assessoria de Comunicação Social do TCE Ceará, coordenada pela jornalista Kelly de Castro, que também faz a apresentação do programa.
LA/LF