domingo, 4 de novembro de 2012

Enem gera movimentação atípica


Muita ansiedade e correria de última hora marcaram o primeiro dia da realização do Exame

No Campus da Universidade Estadual do Ceará (Uece), no Itaperi, um grande número de estudantes chegou cedo e por isso a entrada foi tranquila. Nos terminais rodoviários, não houve problemas Fotos: Rodrigo Carvalho e Natasha Mota

Sábado de movimento intenso na Capital cearense em virtude do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cerca de 300 mil candidatos em todo o Ceará se inscreveram na edição 2012 do exame. Apesar da movimentação na cidade e do acesso tranquilo aos locais de prova para a maioria, o corre-corre e o desespero de estudantes atrasados foi registrado em diversos locais de prova.

Os candidatos fizeram os testes de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com duração de quatro horas e meia e 45 questões cada. No domingo, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática, além da Redação. Neste segundo dia, as provas terão duração de cinco horas e meia. É importante lembrar que, em virtude do horário de verão, o início das provas será ao meio-dia, no Ceará.

No Colégio Ari de Sá Cavalcante, na Avenida Washington Soares, faltando mais de 1 hora para a abertura dos portões, a fila já era considerável. Sacolas com água, chocolates, folhetos e documentos de identidade integravam a cena de diversos estudantes à espera do início das provas. O pedreiro Luiz Bezerra de Souza, de 46 anos, fez questão de acompanhar sua filha ao local e esperar pelo ingresso dela no colégio. "Assim, ela fica mais tranquila para a prova. Meu conselho é que fique bem calma neste momento", disse. Primeira vez a prestar o exame, a jovem afirmou que o faria apenas pela experiência, já que ainda cursa o 2º ano do Ensino Médio. "Pretendo cursar faculdade de Turismo, e, fazendo a prova agora, chego mais consciente no próximo ano", avalia Francisca Neurilane, de 18 anos.

Sonhos

Candidatos de todas as idades compareceram às provas visando a uma oportunidade no ensino superior. A dona de casa Francisca Zeneide da Silva, de 62 anos, por exemplo, é a prova de que nunca é tarde para se dedicar aos estudos. "Parei de estudar ainda bem nova e só voltei depois dos 40. Hoje estou terminando o 3º ano e tenho o sonho de ingressar em uma universidade", explicou.

A estudante Cleonice de Brito, de 74 anos, chegou ainda mais além. Universitária do curso de Engenharia Civil da Universidade de Fortaleza (Unifor), a senhora afirmou que adora o que faz e pretende estudar até o fim de sua vida. "Enquanto estiver em cima da terra estarei estudando", disse ela. Conforme esclareceu, presta o exame do Enem desde o ano de 2004, e tem como objetivo ingressar no mesmo curso em uma universidade pública para facilitar seu orçamento. "Guardo todas as provas para estudar, e o que me ajuda muito também são os fascículos do Diário do Nordeste. Se Deus quiser vai dar certo".


RENATO BEZERRA E THIAGO ROCHA
ESPECIAL PARA CIDADE E REPÓRTER

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